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Trump pressiona Irã com ‘enorme armada’ e diz que tempo para acordo ‘está se esgotando’

Presidente dos EUA, que ameaça intervenção em Teerã há meses, pede negociação, mas se diz disposto a usar força e lembra ação na Venezuela

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jan 2026, 13h36 • Atualizado em 28 jan 2026, 14h13
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou suas ameaças contra o Irã nesta quarta-feira, 28, afirmando nas redes sociais que o tempo para a negociação de um acordo nuclear “está se esgotando” e que enviou uma “enorme armada” para o Oriente Médio. O ocupante do Salão Oval, que vem ameaçando uma intervenção em Teerã há semanas, disse ainda que não descarta uma operação militar caso a diplomacia falhe.

    Em um post na sua rede, a Truth Social, Trump falou que há navios americanos a caminho do Irã nesse momento e relembrou sua ação recente na Venezuela, que resultou na captura do ditador deposto Nicolás Maduro, hoje preso em Nova York.

    “Uma enorme armada está a caminho do Irã. Ela se move rapidamente, com grande poder, entusiasmo e determinação. É uma frota maior, liderada pelo magnífico porta-aviões Abraham Lincoln, do que a enviada à Venezuela. Assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário”, escreveu.

    Além de Caracas, o presidente americano também lembrou da grande operação militar realizada em parceria com Israel contra o Irã em junho do ano passado, quando três instalações nucleares do país foram bombardeadas pelos Estados Unidos. Trump disse que um novo ataque ao país será “muito pior” e que o “tempo está se esgotando”.

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    “Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares – um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e aconteceu a ‘Operação Martelo da Meia-Noite’, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”, afirmou na publicação.

    Em resposta, o perfil oficial da missão do Irã junto às Nações Unidas disse que seu governo está pronto para negociar, mas não deixará de retaliar no caso de ataque. “O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”, disse a nota.

    “Não negociamos sob ameaça”

    Mais cedo nesta quarta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que não vai haver negociação com os Estados Unidos até as ameaças acabem. O chanceler também desmentiu Trump, que havia dito na terça 27 que o Irã quer negociar, dizendo que seu governo já havia tentado fazer contato com Washington “várias vezes” por meio de telefonemas.

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    “Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Araghchi, em resposta à chegada do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio nesta semana.

    A crise entre Estados Unidos e Irã, nutrida ao longo do ano passado, aumentou de tom diante da repressão promovida pelo governo iraniano contra protestos que tomaram o país desde o início do ano. Mais de 6 mil pessoas morreram em meio às manifestações, motivadas pelo derretimento da moeda local, o rial, e a crise inflacionária subsequente. O movimento representou a maior ameaça ao regime dos aiatolás desde seu estabelecimento em 1979, e no auge dos atos, Trump ameaçou intervir militarmente em prol dos manifestantes e chegou a dizer que a ajuda estava “a caminho”.

    No entanto, as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas. Na semana passada, o presidente americano disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.

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