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Trump sugere ‘corte’ total das relações dos EUA com a China

'Tenho uma relação muito boa, mas agora não quero falar com ele', disse o americano sobre o presidente chinês, Xi Jinping

Por Da Redação
14 Maio 2020, 16h26

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 14, que não quer falar neste momento com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, devido ao tratamento que Pequim deu à pandemia de coronavírus. Trump ainda chegou a sugerir que poderia “cortar todas as relações” com a China.

“Tenho uma relação muito boa, mas agora não quero falar com ele”, disse Trump à emissora de televisão americana Fox Business, assegurando que está “muito decepcionado” com a gestão da pandemia por parte do governo chinês.

Questionado se os Estados Unidos poderiam adotar medidas de retaliação, Trump não deu mais detalhes. Alertou, porém, que “há muitas coisas” que o governo americano poderia fazer. “Poderíamos cortar todas as relações”, afirmou. “Economizaríamos 500 bilhões, se cortássemos todas as relações”, completou Trump.

A tensão entre Estados Unidos e China aumentou nas últimas semanas, devido às trocas de acusações sobre a origem da pandemia da Covid-19, na qual mais de 4 milhões de pessoas adoeceram e mais de 300.000 morreram, segundo estimativa do jornal The New York Times.

Trump acusa os chineses desde o início de abril de terem acobertado os surtos da Covid-19 no final de 2019 e de serem beneficiados pela Organização Mundial da Saúde às custas dos americanos. Em 3 de maio, insinuou que o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, teria se originado em um laboratório chinês.

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“Vamos apresentar um relatório muito sólido sobre exatamente o que achamos que aconteceu”, disse o presidente dos Estados Unidos, depois de as agências de inteligência do país terem desmentido essa hipótese.

No dia seguinte, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse que havia “enorme evidência” da origem do SARS-CoV-2 estar relacionada a um laboratório chinês. Em resposta, o governo da China considerou a declaração de Pompeo “insana”.

Além disso, o FBI e o Departamento de Segurança Interna americano afirmaram na quarta-feira 13 que estavam investigando invasões digitais a organizações americanas por “ciber atores” ligados à China. Os hackers estariam “tentando identificar e obter ilegalmente propriedade intelectual valiosa e dados de saúde pública relacionados a vacinas, tratamentos e testes de redes e pessoal afiliado à pesquisa relacionada com a Covid-19”.

Rivalidade

“A rivalidade entre países não é uma ‘doença’ do sistema internacional. Pelo contrário, é natural que isso aconteça”, disse o embaixador Gelson Fonseca em debate online do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) em 4 de maio. 

“O sistema internacional fica disfuncional quando há exigências de cooperação que são evidentes, mas elas não acontecem”, acrescentou.

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