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Trump será julgado por obstrução de inquérito e abuso de poder

Líderes do Partido Democrata divulgaram as primeiras acusações formais do processo de impeachment contra o presidente

Por Da Redação - Atualizado em 10 Dec 2019, 12h46 - Publicado em 10 Dec 2019, 11h40

Os líderes do Partido Democrata no Congresso divulgaram nesta terça-feira, 10, as primeiras acusações formais do processo de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump será indiciado por obstrução das atividades do Congresso por tentar impedir as investigações sobre o caso e por abuso de poder por colocar seu interesse pessoal nas eleições de 2020 acima do interesse e da segurança nacional do país.

“Nosso presidente tem a maior confiança do público. Quando trai essa confiança e se coloca à frente do país, põe em perigo a Constituição, põe em perigo a nossa democracia e a nossa segurança nacional”, disse o presidente do Comitê Judiciário e deputado democrata por Nova York, Jerry Nadler.

As duas acusações anunciadas nesta terça-feira são as primeiras do relatório que será votado em plenário. O restante das denúncias será revelado nas próximas semanas.

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Após dois meses de investigações, os congressistas democratas alegam que Trump reteve ajuda militar à Ucrânia para enfrentar a ameaça dos separatistas pró-russos no leste do país. Além disso, ele é acusado de oferecer uma visita à Casa Branca a seu colega ucraniano, Vladimir Zelensky, em troca de Kiev abrir uma investigação de corrupção contra Joe Biden, seu potencial oponente nas eleições de 2020.

Adam Schiff, o congressista que chefia o Comitê de Inteligência da Câmara, disse que “os contínuos abusos de poder perpetrados pelo presidente não lhes deixava escolha”. “As evidências sobre o comportamento do presidente são esmagadoras e incontestáveis”, afirmou.

Após o anúncio das duas primeiras acusações, os democratas também divulgaram seu apoio ao acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá,o USMCA. Trump foi ao Twitter comemorar a decisão do Partido Democrata sobre o acordo, mas só se pronunciou sobre o impeachment cerca de uma hora depois.

“Nadler disse que eu ‘pressionei a Ucrânia para interferir nas eleições de 2020’. Ridículo, e ele sabe que isso não é verdade. Tanto o presidente quanto o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia disseram, várias vezes, que ‘NÃO HOUVE PRESSÃO’. Nadler e os democratas sabem disse, mas se recusam a reconhecer!”, disse o presidente pelas redes sociais.

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A Casa Branca realizará uma coletiva de imprensa sobre o inquérito ainda nesta terça-feira.

Segundo Nadler, o Comitê Judiciário da Câmara se reunirá nesta semana para considerar as acusações apresentadas e redigir o relatório final de impeachment. O objetivo dos democratas é que o caso seja levado ao plenário da Câmara para votação antes do Natal.

De acordo com estimativas do atual calendário legislativo, o processo do Senado aconteceria em janeiro.

(Com Reuters)

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