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Trump revela carta de Kim pedindo ‘ações concretas’ para gerar confiança

Presidente americano diz que um "grande progresso está sendo feito"; o tom contrasta com a dificuldade de diálogo observada nas últimas semanas

Por Da Redação - Atualizado em 12 jul 2018, 19h19 - Publicado em 12 jul 2018, 19h08

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta quinta-feira (12) uma carta enviada pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em que o ditador expressa seu otimismo sobre um “novo futuro” entre ambos os países e pede “ações concretas” para gerar confiança.

“Uma nota muito bacana do dirigente Kim da Coreia do Norte”, tuitou Trump com a cópia da mensagem. A nota é datada de 6 de julho, mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, chegou a Pyongyang para dialogar com o governo norte-coreano, mas acabou tendo dificuldade para avançar na questão da desnuclearização. “Um grande progresso está sendo feito!”, acrescentou o presidente americano.

Kim, porém, não faz menção a nenhum trabalho da Coreia do Norte pela desnuclearização no trecho publicado e não há sinal de ações concretas de Pyongyang desde que os dois líderes realizaram um encontro histórico em Singapura, em 12 de junho.

Na carta, o líder norte-coreano diz a Trump que está convencido de que os esforços para um “novo futuro” entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos certamente “darão bons frutos”, e se mostrou confiante de que a reunião entre os dois tenha sido o início de “um processo significativo”.

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“Agradeço profundamente os enérgicos e extraordinários esforços realizados por Vossa Excelência, o Senhor Presidente, para a melhora das relações entre os dois países e a implementação fiel da declaração conjunta”, escreveu Kim.

O líder norte-coreano também expressou sua esperança de que “a invariável confiança e convicção” em Trump “se fortaleça ainda mais no processo futuro de tomar ações concretas”.

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Pompeo viajou para Pyongyang na semana passada, em uma tentativa de avançar nos compromissos de desnuclearização assumidos durante a reunião histórica entre os dois líderes. Embora a Coreia do Norte tenha afirmado estar disposta a se desnuclearizar, vê isso como um longo processo de desarmamento multilateral em toda a península da Coreia, e não como um desmantelamento unilateral de seu arsenal nuclear.

Em declarações posteriores, em Tóquio, o secretário de Estado americano insistiu no avanço das negociações e disse que elas são feitas de “boa fé”. Em marcado contraste, Pyongyang advertiu que o futuro do processo estava em risco pelas excessivas demandas americanas e disse que as exigências americanas eram “dignas de gângsteres”.

Washington espera que o processo de desnuclearização seja ativado neste ano. Muitos especialistas críticos a Trump consideram que a promessa do dirigente norte-coreano durante a cúpula não é confiável e que o processo pode levar anos.

Coreia do Sul

Sobre as negociações entre os dois países, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse hoje que as críticas da Coreia do Norte aos Estados Unidos são parte de sua “estratégia”, e que as conversas estão “no rumo certo”.

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“Ninguém pode ficar otimista com os resultados, mas minha perspectiva cautelosa é que as negociações poderão ter sucesso se o Norte realizar uma desnuclearização completa e a comunidade internacional reunir esforços para proporcionar garantias de segurança ao Norte”, disse Moon em Singapura, durante viagem oficial.

A Coreia do Norte convidou jornalistas estrangeiros  mas não especialistas, como prometido  para assistirem à desativação de uma instalação nuclear, e prometeu fechar um local de testes de motores de mísseis.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul, por sua vez, suspenderam exercícios militares conjuntos aos quais a Coreia do Norte objetava há anos.

(Com AFP e Reuters)

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