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Trump faz parada em tribunal após vitória em Iowa e antes de comício

O ex-presidente enfrenta julgamento por difamação, além de outros cinco, em meio a atribulada agenda eleitoral

Por Amanda Péchy
Atualizado em 7 Maio 2024, 16h21 - Publicado em 16 jan 2024, 15h02

Depois do ex-presidente americano Donald Trump obter uma vitória esmagadora nas eleições prévias do estado de Iowa, em que os candidatos do Partido Republicano lutam para ser escolhidos para representar a legenda no pleito de novembro deste ano, ele fez uma parada breve em um tribunal de Nova York nesta terça-feira, 16, para comparecer a um julgamento onde é acusado de difamação. Em seguida, o republicano multimilionário segue para um evento de campanha em New Hampshire, onde ocorrerá, no dia 23 de janeiro, a próxima eleição primária dos Estados Unidos.

Com 99% dos votos contados, Trump ficou com 51%. O governador da Flórida, Ron DeSantis, principal rival intra-partido do ex-presidente, ficou em segundo lugar, com 21,2%. Em terceiro lugar, a ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, conquistou 19,1% dos votos, segundo a Edison Research. Foi a maior margem de vitória da história (29,8 pontos percentuais) – o recorde anterior, de 1988, era de 12,8 pontos.

+ Vitória da persistência: a condenação de Trump por abuso sexual

Após sua grande vitória em Iowa, porém, o ex-presidente precisou se colocar diante de um júri em Manhattan. Ele está sendo processado pela escritora E. Jean Carroll, que o acusou de estuprá-la nos anos 1990, por declarações que fez sobre ela em 2019. No ano passado, ele já foi considerado culpado por agressão sexual – embora não por estupro – e condenado a pagar US$ 5 milhões em danos a Carroll.

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Em uma série de falas polêmicas, em 2019, Trump chamou o caso de uma “trapaça completa” utilizada como uma forma de atrair publicidade para os livros da escritora. As declarações renderam ao republicano uma acusação de difamação. Ele nega qualquer irregularidade.

Em breve, porém, o republicano deixará seus advogados de defesa e estará de volta ao modo campanha. Ele tem um comício marcado na cidade de Atkinson, em New Hampshire, às 17h do horário local (19h em Brasília). Lá, a corrida para escolher o candidato republicano à presidência continua na próxima terça-feira, 23.

Entra e sai dos tribunais

Esta terça-feira é apenas uma amostra do calendário de 2024 para Trump, que terá que se dividir entre eventos de campanha e aparições em tribunais. Além do caso civil de difamação, ele enfrenta uma acusação civil, também em Nova York, por fraude e enriquecimento ilícito por meio de sua empresa, a Trump Organization. O republicano foi indiciado ainda em quatro casos da esfera criminal:

  1. Transações financeiras ilegais: em 2016, Trump teria realizado pagamentos secretos a uma ex-atriz pornô, para acobertar um suposto affair que mancharia sua campanha presidencial. As transferências foram feitas por meio de seu advogado e taxadas de “gastos com a campanha”;
  2. Documentos ultrassecretos: depois de deixar o Salão Oval após ser derrotado pelo presidente Joe Biden em 2020, o republicano levou para sua residência pessoal na Flórida, de forma irregular, dezenas de caixas de arquivos confidenciais do governo, incluindo supostos documentos ligados ao arsenal nuclear americano;
  3. Interferência eleitoral na Geórgia: o caso acusa Trump de formar uma organização criminosa para reverter os resultados da eleição de 2020 no estado, fazendo uso de uma lei para combater a máfia, conhecida como RICO;
  4. Interferência eleitoral: semelhante à acusação da Geórgia, o caso federal indiciou o ex-presidente por conspiração, na tentativa de anular os resultados da eleição de 2020, alimentando teorias da conspiração sobre fraude eleitoral que levaram à invasão do Capitólio americano por eleitores trumpistas.
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