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Trump aprova projetos para construção de dois polêmicos oleodutos

A construção havia sido bloqueada pelo governo de Barack Obama após forte pressão de grupos ambientalistas

Por Da redação - Atualizado em 25 jan 2017, 15h19 - Publicado em 24 jan 2017, 17h00

O presidente Donald Trump aprovou nesta terça-feira os projetos de dois controversos oleodutos, cuja construção havia sido bloqueada pelo governo de Barack Obama em função de forte pressão de grupos ambientalistas.

Com a assinatura de dois decretos, o presidente voltou a trazer à tona o extenso oleoduto Keystone XL, que transportará petróleo do Canadá até as refinarias nos Estados Unidos, e outro que atravessará um território indígena em Dakota do Norte.

De acordo com Trump, o projeto representa “28.000 postos de trabalho no setor da construção”.

Em um pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, Trump garantiu que a construção destes projetos, paralisados pelo governo de Barack Obama, estará sujeita a “termos e condições” que sua administração vai “negociar” com as empresas responsáveis por construí-los.

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Polêmica

Ambos os projetos enfrentaram muita resistência de grupos ambientalistas devido ao poder contaminante do petróleo procedente das areias betuminosas, cuja produção emite 17% mais gases do efeito estufa que a extração convencional de petróleo.

O governo do Canadá apoiava a ideia discretamente, embora o próprio primeiro-ministro, Justin Trudeau, tenha decidido se desvincular do projeto.

O oleoduto de Dakota do Norte, um projeto de 3,8 bilhões de dólares, se tornou o centro de uma forte polêmica interna nos Estados Unidos. Grupos indígenas e associações de apoio organizaram uma resistência obstinada ao projeto, com uma intensa mobilização que incluiu celebridades do cinema.

Milhares de pessoas chegaram a acampar no gelado território aberto de Dakota do Norte, em pleno inverno, para bloquear o projeto.

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A tribo Sioux teme que a construção do oleoduto em seu território provoque a poluição das águas do rio Missouri e a destruição de áreas que consideram sagradas.

A polícia de Dakota do Norte desalojou os manifestantes, e foram registrados violentos confrontos, que geraram uma onda de indignação em nível nacional.

Cerca de 2.000 veteranos americanos se juntaram aos grupos de resistência nas manifestações, até que o governo de Obama decidiu sepultar a ideia.

Tubulação americana

Trump assinou ainda outro decreto executivo que estabelece que a tubulação necessária para construir estes oleodutos “deve ser fabricada nos Estados Unidos”, alegando que muitas delas são produzidas em outros países.

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“Vamos construir nossas próprias tubulações, como costumávamos fazer em outros tempos”, sentenciou.

Grupo contrário à construção do oleoduto Keystone XL faz manifestação em frente à Casa Branca Grupo contrário à construção do oleoduto Keystone XL em manifestação em frente à Casa Branca, em maio de 2016

Grupo contrário à construção do oleoduto Keystone XL em manifestação em frente à Casa Branca, em maio de 2016 Larry Downing/Reuters

(Com AFP e EFE)

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