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Adolescente que matou família no RJ tinha gostos perturbadores, diz polícia

Autoridades identificaram a influência de jogos e filmes violentos na rotina dos dois jovens envolvidos no crime

Por Anita Prado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2025, 15h37 • Atualizado em 1 jul 2025, 16h06
  • O adolescente de 14 anos que matou os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, cultivava interesses considerados alarmantes pelas autoridades que investigam o caso. Segundo a Polícia Civil, ele usava um perfil falso nas redes sociais com o nome de John Wick — um assassino de aluguel interpretado por Keanu Reeves. A conta era utilizada para conversar com a namorada virtual, de 15 anos, que também está apreendida por participação no crime.

    Em outra plataforma, o garoto publicou um vídeo em homenagem ao personagem Kevin, do filme Precisamos Falar Sobre Kevin, protagonizado por Ezra Miller, que retrata a história de um adolescente que comete uma chacina em sua escola.

    A polícia também revelou que os dois adolescentes eram fãs do jogo The Coffin of Andy and Leyley (O Caixão de Andy e Leyley, em tradução livre), um game de horror psicológico.
    A polícia também revelou que os dois adolescentes eram fãs do jogo The Coffin of Andy and Leyley (O Caixão de Andy e Leyley, em tradução livre), um game de horror psicológico. (Divulgação/.)

    A polícia também revelou que os dois adolescentes eram fãs do jogo The Coffin of Andy and Leyley (O Caixão de Andy e Leyley, em tradução livre), um game de horror psicológico com enredo extremo: dois irmãos em uma relação incestuosa fazem um pacto com o demônio, matam os próprios pais e praticam canibalismo. As mensagens trocadas entre o casal indicam que eles se identificavam com os personagens e discutiam o roteiro do jogo em detalhes.

    Segundo o delegado Carlos Augusto Guimarães, que conduz a investigação, os materiais analisados pela perícia reforçam a premeditação do crime e revelam uma rotina virtual compartilhada entre os dois, marcada por violência, manipulação e simbologias mórbidas. “É possível perceber a exposição a conteúdos violentos. Precisamos monitorar os jovens o tempo todo nas redes sociais”, afirmou o delegado.

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    O adolescente segue apreendido e responde por ato infracional análogo a homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A namorada, apreendida em Mato Grosso, também está internada provisoriamente. 

    Relembre o caso

    Na madrugada de 21 de junho, um adolescente de 14 anos matou os pais e o irmão de 3 anos com tiros na cabeça enquanto eles dormiam. Ele usou a arma do pai e escondeu os corpos na cisterna da casa da família. Em seguida, tentou encobrir o crime e apresentou uma versão falsa aos parentes.

    A investigação revelou que o crime foi premeditado e teve a participação da namorada virtual do garoto, uma adolescente de 15 anos apreendida em Mato Grosso na última segunda-feira. Os dois mantinham um relacionamento virtual há seis anos e passaram a planejar o encontro presencial no último ano — desejo vetado pelos pais do menino. O casal trocou mensagens durante toda a madrugada do crime e a jovem chegou a orientá-lo em tempo real sobre como agir.

    O conteúdo das conversas mostra que os adolescentes discutiram formas de matar a família, esconder os corpos e fugir. A garota também cogitava assassinar a própria mãe, e os dois chegaram a falar sobre matar a avó do rapaz. Segundo a polícia, a motivação incluiu também interesse financeiro: o garoto pensou em vender bens da família e até tentou sacar o FGTS do pai.

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