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Trump anuncia saída de tratado contra armas ilegais

A Organização das Nações Unidas criticou a atitude do presidente, que pretende liberar a venda de armas sem se importar se elas serão usadas contra civis

Por Agência Brasil - Atualizado em 27 abr 2019, 23h56 - Publicado em 27 abr 2019, 17h05

Os Estados Unidos prometem abandonar o Tratado sobre Comércio de Armas (TCA). O anúncio foi feito pelo presidente americano Donald Trump em reunião da Associação Nacional do Rifle (NRA), ocorrida na cidade americana de Indianápolis na sexta-feira 26.

“Jamais deixaremos que burocratas estrangeiros pisem nas liberdades garantidas pela segunda emenda” da Constituição, disse Trump ao comunicar sua intenção. O tratado bysca pôr fim ao comércio ilícito de armamentos e equipamentos para finalidade não autorizada.

Conforme o termo, são proibidas exportações de armamentos caso haja conhecimento de uso contra civis, em crimes de guerra, ou se houver risco de apropriação pelo crime organizado. Os países signatários do tratado devem reforçar o controle interno para que não haja venda de armamentos e equipamentos, desde de pistolas a mísseis, aviões e navios de guerra.

A decisão de Trump foi criticada pelas Nações Unidas. Conforme o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, o TCA “é o único instrumento em escala mundial que busca melhorar a transparência e a responsabilidade no comércio internacional de armas”.

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O acordo foi aprovado há seis anos por 154 países em assembleia das Nações Unidas (ONU), com o voto dos Estados Unidos e também do Brasil. À época, votaram contra o tratado países não alinhados aos norte-americanos como a Coreia do Norte, Síria e Irã. Rússia e China se abstiveram.

Até o momento, o tratado foi ratificado por 101 países. No Brasil, o termo foi assinado em junho do ano passado pelo então presidente da República Michel Temer.

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