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Trump ameaça cortar totalmente comércio com Espanha após desavença sobre Irã

Madri negou acesso a bases aéreas para missões 'não incluídas em tratados ou fora da Carta da ONU', impedindo uso na operação contra Teerã

Por Amanda Péchy 3 mar 2026, 15h00 • Atualizado em 3 mar 2026, 16h20
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, que quer encerrar todas as relações comerciais com a Espanha, dias após o país europeu se recusar a permitir que militares americanos usassem suas bases para missões relacionadas aos ataques ao Irã.

    “Vamos cortar todas as relações comerciais com a Espanha. Não queremos ter nada a ver com a Espanha”, disse ele a repórteres no Salão Oval, durante uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

    Ele acrescentou que havia instruído o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a cortar “todos os negócios” com a nação europeia que é membro da aliança militar liderada pelos Estados Unidos, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    “A Espanha tem se comportado de forma terrível”, acrescentou ele ao falar sobre a resposta dos países da Otan ao ataque de mísseis dos Estados Unidos, em conjunto com Israel, contra o Irã. Ele também criticou o Reino Unido por decisões semelhantes; em relação a outros aliados, ele afirmou que a Alemanha, em contraste, “tem sido ótima”.

    Embora não tenha explicitado em sua fala as razões por trás da drástica decisão, na segunda-feira, a Espanha negou a Washington o acesso a suas bases aéreas para “qualquer coisa que não esteja incluída em tratados ou fora da Carta da ONU”, informou a emissora estatal espanhola RTVE.

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    Mais tarde, porém, o presidente americano suavizou seu discurso sobre a possibilidade de encerrar as relações comerciais com a Espanha, dizendo que “poderia, amanhã ou hoje, interromper todos os negócios” e “talvez façamos isso”.

    “Relação não é como antes”

    Anteriormente, Trump havia dito nesta terça que é “triste ver” a relação histórica entre o Reino Unido e os Estados Unidos se deteriorar, depois do governo britânico inicialmente não permitir que Washington usasse bases aéreas britânicas para realizar ataques contra o Irã.

    “Era a relação mais sólida de todas. E agora temos relações muito fortes com outros países da Europa”, afirmou o mandatário, acrescentando que o laço com o Reino Unido “não é mais como antes”.

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    Londres inicialmente negou um pedido para que Washington utilizasse a base militar britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico. No entanto, na noite de domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, permitiu que as instalações do seu país fossem usadas em quaisquer ataques defensivos dos Estados Unidos contra Teerã.

    Escalada

    Os estranhamentos entre aliados ocorrem em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeado no último final de semana por ataques dos Estados Unidos e Israel contra território iraniano. Entre os vários motivos elencados para a ofensiva, Trump alegou que havia “ameaça iminente” dos iranianos, o que não foi confirmado, levando especialistas a indicarem que houve violação do direito internacional.

    Em resposta, Teerã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo, danificando bases americanas, aeroportos e infraestruturas essenciais ligadas ao setor petrolífero, representando um sério desafio para o sistema de defesa aérea regional. Os ataques continuaram nesta terça, com uma escalada que envolveu um novo país: forças israelenses invadiram o sul do Líbano, segundo os militares para impedir novos disparos do Hezbollah, a milícia libanesa apoiada pelo Irã que realizou bombardeios contra bases no país vizinho em apoio ao seu aliado.

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