Trump reclama do Reino Unido após atrito sobre resposta ao Irã: ‘Relação não é como antes’
Governo britânico inicialmente barrou os EUA de usarem bases aéreas britânicas para realizar ataques contra território iraniano
O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 3, que é “triste ver” a relação histórica entre o Reino Unido e os Estados Unidos se deteriorar, depois do governo britânico inicialmente não permitir que Washington usasse bases aéreas britânicas para realizar ataques contra o Irã.
“Era a relação mais sólida de todas. E agora temos relações muito fortes com outros países da Europa”, afirmou Trump, acrescentando que o laço com o Reino Unido “não é mais como antes”.
Londres inicialmente negou um pedido para que Washington utilizasse a base militar britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico. No entanto, na noite de domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, permitiu que as instalações do seu país fossem usadas em quaisquer ataques defensivos dos Estados Unidos contra Teerã.
Em entrevista ao The Daily Telegraph na segunda-feira, Trump criticou o premiê por demorar “muito tempo” para dar o OK. Nesta terça, disse que Starmer “não tem cooperado”. “Deveria ter ajudado. Nunca esperei isso do Reino Unido”, acrescentou.
O líder britânico, por sua vez, afirmou que seu país não participou do ataque ao território iraniano porque qualquer ação militar deve ter um “plano viável e bem pensado”, acrescentando que não acredita em “mudança de regime vinda dos céus”.
O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, no entanto, afirmou nesta terça que seu país está considerando enviar o navio de guerra da Marinha Real HMS Duncan para o Chipre com o objetivo de defender a base aérea de Akrotiri de possíveis ataques futuros.
Embora uma decisão final ainda não tenha sido tomada, diversas fontes afirmaram ao jornal britânico The Guardian que o destacamento da embarcação, atualmente em Portsmouth, está sendo discutido como forma de melhor proteger a base cipriota. O HMS Duncan é especializado em operações de combate a drones e, no mês passado, participou de um exercício que simulou defesas contra enxames desses aparelhos não tripulados na costa do País de Gales.
A discussão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeado no último final de semana por ataques dos Estados Unidos e Israel contra território iraniano. Em resposta, Teerã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo, danificando bases americanas, aeroportos e infraestruturas essenciais ligadas ao setor petrolífero, representando um sério desafio para o sistema de defesa aérea do Oriente Médio.





