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Tropas iraquianas estão ganhando contra o EI, dizem EUA

O grupo de países que luta contra o avanço dos jihadistas, liderado pelos americanos, afirmou que apoiará plano do Iraque para recuperar terreno

Por Da Redação 2 jun 2015, 15h26

A coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos expressou apoio nesta terça-feira, em Paris, ao plano militar e político do Iraque para reconquistar seus territórios tomados pelo grupo Estado Islâmico (EI). Para o vice-secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, o exército iraquiano e seus aliados estão utilizando uma “estratégia vencedora” na luta contra os terroristas islâmicos.

Em uma declaração conjunta, os 20 países e organizações reunidos em Paris – Rússia, Irã e Síria não compareceram – expressaram “seu firme apoio” ao plano de emergência de Bagdá para a reconquista da estratégica província de Al-Anbar, que abrange boa parte do território ocidental do país. A estratégia apresentada pelo primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, prevê “acelerar o apoio aos combatentes tribais da região, para que possam lutar contra o Daesh (outro nome em árabe do EI) ao lado das forças iraquianas” e “garantir que todas as forças que participam da libertação da província operem sob o comando e o controle do premiê”.

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Mais cedo, Al-Abadi denunciou uma falta de apoio ao seu país, que tenta conter há um ano o avanço dos jihadistas. “Acredito que é um fracasso da comunidade internacional”, criticou o primeiro-ministro durante uma entrevista coletiva que precedeu o encontro da coalizão. O dirigente iraquiano também se mostrou preocupado com o crescente número de combatentes estrangeiros nas fileiras do EI que, segundo ele, já representam 60% dos membros do grupo.

Síria – A coalização também tomou nota “da deterioração da situação na Síria, bem como da incapacidade e ausência de vontade do regime de Bashar Assad para lutar contra o Daesh”. Mês passado, os jihadistas do EI tomaram a importante cidade de Tadmur e as ruínas históricas de Palmira.

O grupo apelou para o “início imediato de um processo político inclusivo real sob os auspícios das Nações Unidas” para restaurar a paz no país, com a criação de um governo de transição, incluindo representantes da oposição e do regime sob um princípio endossado pela comunidade internacional, mas que nunca se materializou.

(Com agência France-Presse)

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