Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Tribunal inglês declara casal culpado por morte de filha

Shafilea Hamed foi assassinada pelos pais por trazer vergonha para a família com o desejo de vida 'ocidentalizada'. Eles cumprirão no mínimo 25 anos de prisão

Por Da Redação
3 ago 2012, 10h46

Um tribunal da cidade de Chester, norte da Inglaterra, declarou nesta sexta-feira culpado um casal pelo assassinato da própria filha em 2003. Eles deverão cumprir uma pena de no mínimo 25 anos de reclusão. Os pais, Iftikhar Ahmed, de 52 anos, e a esposa, Farzana Ahmed, 49, mataram a filha Shafilea Ahmed, com 17 anos na época, porque acreditavam que a adolescente tinha trazido a vergonha para a família com o desejo de ter uma vida “ocidentalizada”. A jovem tinha sido prometida em casamento a um homem muito mais velho no Paquistão e não aceitava essa imposição, informou o jornal inglês ‘The Guardian’.

O corpo de Shafilea Hamed foi encontrado em fevereiro de 2004, às margem do rio Kent, no condado inglês de Cúmbria, em um avançado estado de decomposição. Os pais negaram durante todo o julgamento qualquer participação no assassinato, mas outra filha do casal, Alesha, de 23 anos, afirmou que ela e os irmãos testemunharam os pais empurrarem a jovem contra o sofá e enfiarem uma sacola plástica na cabeça da irmã. Segundo ela, enquanto era asfixiada, Shafilea tentava se desvencilhar chutando o pai.

Shafilea Ahmed, 17 anos, morta pelos pais em 2003
Shafilea Ahmed, 17 anos, morta pelos pais em 2003 (VEJA)

Na época, Iftikhar Ahmed negou que a filha tenha morrido e sustentou que ela tinha fugido de casa no meio da noite. A esposa mudou sua versão da história durante o processo e disse que seu marido foi responsável por um único ataque na noite de seu desaparecimento. No entanto, o júri não se convenceu por nenhuma das versões do casal e considerou os dois culpados.

Continua após a publicidade

Iftikhar e Farzana Ahmed também já haviam sidos detidos em outras duas ocasiões, em dezembro de 2003, por sequestro, e em 2010, por assassinato. Ambos os casos não resultaram na prisão do casal, primeiro por falta de provas e depois, em 2010, por conta do pagamento de uma fiança. Uma investigação judicial, realizada em 2008, concluiu que a adolescente morreu asfixiada, e o caso passou a ser tratado no Reino Unido como um possível “crime de honra”, aquele que é motivado por vergonha e desonra dentro de uma família.

A adolescente foi descrita como uma jovem que sonhava em cursar a universidade e em ter namorados, “como outras garotas de sua idade”. Porém, os pais da garota respondiam a esses anseios com violência, na tentativa de forçá-la a um estilo de vida mais tradicional. Durante a leitura do veredito Iftikhar Ahmed permaneceu impassível. Já a mulher Farzana não segurou as lágrimas, assim como os outros três filhos do casal.

(Com agência EFE)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.