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Tribunal adia decisão sobre investigação contra Lagarde

A atual chefe do FMI é acusada de abuso de autoridade quando era ministra

Por Da Redação 8 jul 2011, 09h18

A Justiça francesa decidiu, nesta sexta-feira, adiar para 4 de agosto a decisão sobre a abertura de uma investigação para determinar se a nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, cometeu abuso de autoridade em sua gestão como ministra da Economia francesa. O Tribunal de Justiça da República, que tem a competência de julgar ministros no exercício das funções, decidiu atrasar seu pronunciamento, que era esperado para esta sexta-feira.

Lagarde é acusada de ter interferido inapropriadamente em uma ação que terminou com a indenização milionária do empresário Bernard Tapie. No caso em questão, Tapie processava uma estrutura pública chamada CDR (Consórcio de Realizações), responsável por administrar os passivos do banco francês Credit Lyonnais. Ele considerava que, por culpa de intervenções do banco, a venda da Adidas tinha sido concluída por um valor muito abaixo do real.

Em 2008, a Justiça obrigou o governo francês a indenizá-lo. Lagarde criou, então, uma comissão para fixar o valor a ser pago, em vez de recorrer à Justiça ordinária – como era de praxe. A promotoria considera o procedimento injustificado e acredita que ele tinha o intuito de favorecer Tapie que, ao final do processo, recebeu uma indenização de 210 milhões de euros, paga pelos cofres públicos.

FMI – Lagarde, ex-ministra da Economia do presidente francês Nicolas Sarkozy, foi designada há 10 dias para comandar o FMI em substituição a Dominique Strauss-Kahn, que renunciou ao cargo depois de ter sido detido, em Nova York, sob acusações de agressão sexual contra a camareira de um hotel de luxo. Após a tomar posse de seu novo cargo em Washington na quarta-feira, Lagarde reiterou que não cometeu nenhum abuso de autoridade e manterá a tranquilidade, independentemente de um processo ser aberto no Tribunal de Justiça da República.

(Com agências France-Presse e EFE)

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