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Toque de recolher acaba. E o terror volta

Por Giancarlo Lepiani
31 mar 2008, 09h07

Depois de quatro dias sob toque de recolher, a capital do Iraque, Bagdá, retomou suas atividades cotidianas nesta segunda-feira. As restrições ao tráfego na cidade tiveram início na quinta-feira, por causa dos duríssimos conflitos entre forças de segurança e grupos radicais xiitas. Pelo menos 240 pessoas morreram em todo o país. Sem toque de recolher, os moradores de Bagdá voltaram às ruas, mas o terror também retornou à cidade — os extremistas lançaram mais um ousado ataque.

O alvo foi a Zona Verde, região mais protegida de Bagdá, que abriga as embaixadas e prédios de governo. Foguetes caseiros e outros tipos de explosivo foram lançados no local, mas ninguém ficou ferido. O ataque ocorreu um dia depois do apelo do líder radical xiita Moqtada al-Sadr pelo fim dos choques entre seus milicianos e as forças de segurança. O clérigo radical disse no domingo que seus seguidores deveriam parar de combater os soldados e policiais iraquianos.

Conforme os moradores de Bagdá, os integrantes da milícia, o Exército Mehdi, não estão mais nas ruas, atendendo à ordem de Sadr. Enquanto isso, as lojas e mercados da capital reabrem lentamente as portas. O primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que prometeu não recuar diante dos extremistas, elogiou a declaração do clérigo pedindo o fim dos confrontos entre radicais xiitas e forças de segurança. O grupo de Sadr, porém, avisa: a ordem não significa que os rebeldes entregarão suas armas.

O confronto começou no extremo sul do país, na cidade de Basra, na terça-feira. Maliki ordenou que as forças de segurança retomassem o controle da cidade, que estava infestada de grupos rebeldes. Naquela ocasião, Maliki deu prazo para que as milícias entregassem suas armas em troca de dinheiro. Quem não aceitasse a proposta e o prazo — que vai até 8 de abril — teria de lidar com os soldados e policiais. No domingo, o governo reiterou a promessa de confronto.

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