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Socialistas lideram primeiro turno das legislativas na França

Por Por María Carmona e Alvaro Villalobos 10 jun 2012, 21h53

O Partido Socialista, do presidente François Hollande e seus aliados Verdes venceram o primeiro turno das eleições legislativas francesas, neste domingo, e estão em condições de conquistar a maioria absoluta no segundo turno, segundo resultados finais do pleito, divulgados pelo Ministério do Interior.

A maioria absoluta no segundo turno, previsto para 17 de junho, permitirá a François Hollande aplicar seu programa de governo.

O bloco da esquerda – o Partido Socialista (PS), seus aliados ecologistas, e a Frente de Esquerda – obteve 46,77% dos votos; a direita conservadora – a UMP, majoritária na Câmara Baixa em fim de legislatura, e seus aliados -, 34,07%; e a Frente Nacional – extrema direita -, 13,6%.

A taxa de participação foi de 57,23%, inferior aos 60,98% do primeiro turno das legislativas de 2007.

A questão chave é saber se os socialistas e seus aliados ecologistas terão a maioria absoluta (pelo menos 289 das 577 cadeiras), ou se precisarão do apoio da esquerda radical dirigida por Jean-Luc Mélenchon, que perdeu para a ultradireitista Marine Le Pen em sua circunscrição no norte.

O premier Jean-Marc Ayrault, reeleito neste domingo em seu reduto de Nantes (oeste), de onde é prefeito, convocou uma mobilização, no próximo domingo, para dar ao presidente Hollande uma “maioria ampla, sólida e coerente” e que “a mudança seja duradoura”.

“Vendo os resultados desta noite, penso que conseguiremos maioria sem a Frente de Esquerda”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, também reeleito no primeiro turno na Normandia (noroeste).

Durante a campanha, o presidente Hollande, eleito em 6 de maio, não deixou de pedir aos franceses uma maioria confortável para “levar adiante a mudança que os franceses pediram” e cumprir suas promessas de reformar as pensões, fortalecer a educação e elevar o salário mínimo.

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Fillon, candidato em uma das circunscrições de Paris, destacou que estas legislativas são “eleições muito importantes”, e pediu para que fosse evitada uma grande concentração de poder nas mãos do Partido Socialista que, além da Presidência, já controla o Senado e a grande maioria das regiões.

Cerca de 46 milhões de eleitores foram chamados às urnas para eleger os 577 deputados da Câmara Baixa do Parlamento. Segundo os institutos de pesquisa, a participação foi ligeiramente inferior a 60%, abaixo do nível registrado no primeiro turno das legislativas de 2007 (60,98%).

Para se manter no segundo turno, os candidatos devem obter, pelo menos 12,5% dos votos dos eleitores inscritos, o que no segundo turno dá lugar a uma votação entre dois, três ou inclusive quatro candidatos.

A ultradireitista Frente Nacional (FN) conseguiu um bom resultado, após os históricos 17,9% obtidos por sua líder, Marine Le Pen, no primeiro turno das eleições presidenciais, em 22 de abril.

Diante da dificuldade em obter muitos deputados, a Frente Nacional quer se manter em um máximo de circunscrições no segundo turno para atrair parte da direita, que em alguns lugares poderia se aliar a eles para deter a esquerda.

Marine Le Pen reiterou neste domingo que ambiciona uma “recomposição” da direita e se mostrou confiante de que seu partido voltará à Assembleia Nacional pela primeira vez desde 1988.

Em sua circunscrição de Hénin-Beaumont (norte), Le Pen foi a mais votada, com 42% dos votos, e disputará uma cadeira com um socialista, deixando de fora Jean-Luc Mélenchon, que ficou em terceiro.

O premier Ayrault alertou que os membros do governo derrotados nas eleições deveriam abandonar o cargo. No total se apresentavam 24 dos 34 ministros do executivo de Hollande.

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