Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Sob pressão do governo Trump, Cuba confirma abertura de diálogo com EUA

Presidente Díaz-Canel diz que conversas visam 'identificar problemas bilaterais', em meio a embargo de combustível e ameaça de destino similar a Maduro

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 10h41 • Atualizado em 13 mar 2026, 11h14
  • O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira, 13, que “funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas” com representantes dos Estados Unidos, em um momento de tensão entre Washington e Havana.

    O presidente Donald Trump não esconde o seu desejo por uma mudança no regime castrista, chefiado pelo Partido Comunista em território a apenas 150 km dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o país representa uma “ameaça excepcional”, principalmente por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã, aliados de Havana.

    “Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos”, afirmou Díaz-Canel em uma reunião com as principais autoridades do país, segundo imagens exibidas pela televisão cubana. “As conversas foram orientadas a buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações”, acrescentou.

    Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro (2006-2018), foi mencionado pela mídia americana como interlocutor do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no contexto de conversas secretas anteriores.

    Díaz-Canel, que também é primeiro secretário do PCC, destacou que essas conversas são facilitadas por “fatores internacionais” que não especificou. Na noite anterior, Havana já havia anunciado a libertação de 51 prisioneiros após discussões com o Vaticano, o histórico mediador entre Cuba e Estados Unidos. O grupo deve ser solto em breve.

    Continua após a publicidade

    Pressão

    No início deste ano, o presidente Trump instou Havana a “chegar a um acordo” ou enfrentar as consequências, bravatas intensificadas pelo recado transmitido com a operação americana na Venezuela que depôs e extraditou para os Estados Unidos o ditador Nicolás Maduro, antigo aliado de Cuba. No final de fevereiro, o ocupante do Salão Oval disse que considerava uma “tomada amistosa” da ilha. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada amistosa de Cuba”, declarou.

    Desde meados de janeiro, o republicano assegurou que seu governo já mantinha conversas com altas lideranças da ilha, imersa há seis anos em uma crise sem precedentes, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.

    A crise energética na ilha de 9,6 milhões de habitantes se agravou após a captura de Maduro, em 3 de janeiro, e a interrupção abrupta dos envios de combustível de Caracas, principal fornecedor de combustível da ilha nos últimos 25 anos. As Nações Unidas estão negociando com o governo Trump para permitir a entrada de combustível em Cuba para “fins humanitários”.

    Continua após a publicidade

    Díaz-Canel enfatizou que as conversas com Washington buscam “em primeiro lugar identificar quais são os problemas bilaterais que precisam de uma solução a partir da gravidade que têm”. Do mesmo modo, pretendem “determinar a disposição de ambas as partes de concretizar ações em benefício dos povos de ambos os países” e “identificar áreas de cooperação”, detalhou.

    Segundo Díaz-Canel, durante o diálogo, Havana expressou sua “vontade de levar adiante esse processo, com base na igualdade e no respeito aos sistemas políticos de ambos os Estados, à soberania e à autodeterminação”.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).