Trump sugere que Cuba ‘cairá em breve’ e que EUA podem intensificar pressão
Presidente dos EUA adverte que governo acompanha de perto a situação no país caribenho
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 6, que Cuba “vai cair muito em breve”, em meio ao agravamento da crise energética e ao aumento da pressão de Washington sobre o regime da ilha. A declaração foi dada em entrevista por telefone à emissora CNN.
Durante a conversa, Trump elogiava o desempenho militar americano na guerra contra o Irã, que classificou como “melhor do que qualquer um poderia imaginar”, quando, sem ser questionado sobre o tema, mudou de assunto e mencionou a situação em Cuba. “Cuba também vai cair. Eles querem muito fazer um acordo”, disse.
Segundo Trump, o governo americano acompanha de perto a situação no país caribenho e pode intensificar sua atuação. “Temos muito tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, disse o republicano, acrescentando que pretende colocar o secretário de Estado, Marco Rubio, à frente das tratativas envolvendo a ilha.
As falas ocorrem dias depois de o presidente sugerir, na Casa Branca, que Cuba estaria interessada em “fazer um acordo” com os Estados Unidos. Trump também voltou a mencionar a possibilidade de mudanças no país após décadas de regime comunista.
A situação econômica cubana se agravou nos últimos meses, especialmente pela escassez de combustível. A crise se intensificou após a ofensiva americana contra a Venezuela, em janeiro, que reduziu drasticamente os embarques de petróleo enviados à ilha por Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana. Posteriormente, Trump ameaçou impor tarifas a países que continuassem fornecendo petróleo a Cuba.
Com menos combustível disponível, parte significativa do país enfrenta apagões frequentes e dificuldades para manter serviços básicos. O cenário ocorre em meio à deterioração das relações entre Washington e Havana desde que Trump voltou à presidência.
Nos últimos dias, o republicano também voltou a levantar a hipótese de uma possível “tomada amigável” de Cuba, sem detalhar que tipo de ação poderia ser adotada. Em declarações anteriores, ele disse que a questão estaria sendo tratada em “nível muito alto” pelo governo americano.
Do lado cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel tem acusado os Estados Unidos de tentar sufocar a economia da ilha por meio de sanções e restrições energéticas. O governo de Havana afirma que as medidas americanas contribuem para o agravamento da escassez de combustível e dos apagões que atingem o país.





