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Snowden quer voltar aos EUA, mas pede garantia de um julgamento justo

Segundo o advogado do ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana, seu cliente é um 'homem livre', mas tem limitações sociais por medidas de segurança

Por Da Redação 3 mar 2015, 11h42

Edward Snowden, o ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês), refugiado há quase dois anos em Moscou, quer voltar aos Estados Unidos, disse terça-feira seu advogado russo, Anatoli Kucherena. Snowden, porém, quer a garantia de um julgamento justo por parte da Justiça americana.

“Ele deseja voltar e faremos todo o possível para conseguir”, disse o advogado russo em entrevista coletiva em Moscou. Snowden ganhou projeção internacional após roubar dados confidenciais dos EUA e denunciar um sistema de espionagem global que não poupava nem mesmo chefes de Estado de países aliados. Por enquanto, segundo Kucherena, a única promessa feita pelo procurador-geral dos Estados Unidos é que, caso ele volte e seja submetido a um julgamento, Snowden não seria condenado à pena capital.

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Desde que chegou em 23 de junho de 2013 fugindo da Justiça dos Estados Unidos, Snowden, de 31 anos, vive em Moscou graças a um asilo temporário que foi concedido pelas autoridades russas. Seu advogado explicou que, embora o ex-analista “viva como um homem livre”, ele deve ocultar detalhes de sua vida por motivos de segurança e, por isso, não pode revelar seu endereço e tem uma “vida social limitada”. Snowden recebeu em julho de 2014 a permissão de residência por um prazo de três anos, por isso que poderá viver na Rússia até 1 de agosto de 2017.

Na última cerimônia do Oscar, o filme Citzenfour, de Laura Poitras, foi premiado com a estatueta de melhor documentário. A obra tem Snowden como protagonista e conta detalhes o funcionamento da espionagem americana que o ex-analista denunciou.

(Da redação)

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