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Síria adota pena de morte para os que armarem ‘terroristas’

Damasco atribui a violência instalada no país a 'grupos que espalham o caos'

Por Da Redação 20 dez 2011, 07h48

O presidente da Síria, Bashar Assad, promulgou uma lei que estabelece a pena de morte para os que abastecem com armas os grupos “que planejam cometer atos terroristas”, informou nesta terça-feira a agência oficial Sana. Apesar das promessas de paz, o regime continua suas ações repressivas contra a população.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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“A lei sancionada pelo presidente pune ainda com 15 anos de trabalhos forçados todos aqueles que participarem no contrabando de armas e com trabalhos forçados em caráter perpétuo se o contrabando de armas for para fins comerciais ou para cometer atos terroristas”, diz a nota da agência.

O regime de Assad enfrenta desde março uma revolta popular sem precedentes no país, reprimida pelo governo de maneira violenta. Segundo a ONU, pelo menos 5.000 pessoas morreram desde o início dos protestos. Damasco atribui a violência a grupos de “terroristas” que pretendem espalhar o caos no país.

Observadores – A notícia chega um dia depois de o governo assinar no Cairo o acordo da Liga Árabe que prevê a entrada de observadores internacionais na Síria, como parte do esforço internacional para pôr fim à repressão aos protestos populares que, desde meados de março, pedem a saída de Assad do poder.

A primeira delegação de observadores, que incluirá especialistas em segurança e administração, além de juristas oriundos de todos os países árabes, deve ser enviada a Damasco nos próximos dias, segundo afirmou o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi.

(Com agência France-Presse)

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