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Senado dos EUA chega a acordo para orçamento de 2 anos

Se aprovado, plano deve aumentar ainda mais o déficit do governo federal

Por Da redação Atualizado em 7 fev 2018, 17h36 - Publicado em 7 fev 2018, 16h59

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira uma nova proposta de orçamento para os próximos dois anos. O plano adiciona bilhões de dólares aos gastos previstos do governo federal.

O orçamento foi aprovado em um acordo entre os senadores Mitch McConnell, líder dos republicanos na Casa, e Chuck Schumer, líder dos democratas. Entre outras coisas, o plano eleva os limites dos gastos militares e domésticos que foram impostos em 2011, como parte de uma medida implantada pelo ex-presidente Barack Obama.

Segundo o jornal The New York Times, o acordo elevaria o limite de gastos do governo em cerca de 300 bilhões de dólares ao longo de dois anos. Só o limite para gastos em defesa militar aumentará 80 bilhões de dólares no primeiro ano e 85 bilhões no segundo.

“Este projeto de lei é produto de extensas negociações entre líderes do Congresso e a Casa Branca”, disse McConnell. “Trabalhamos duro para encontrar um terreno comum e permanecemos focados em servir o povo americano”.

  • Assim que foi apresentado, o novo orçamento despertou descontentamento imediato na líder do Partido Democrata na Câmara dos Representantes, a deputada Nancy Pelosi. Ela afirmou que não concordará com nenhum plano orçamentário que não venha acompanhado de uma discussão sobre o futuro do programa Daca, que protege 800.000 jovens imigrantes da deportação.

    A proposta de orçamento dedica bilhões de dólares para áreas como infraestrutura, solução para a crise dos opióides, hospitais de assistência aos militares veteranos e pesquisas na área da saúde.

    Os fundos federais atuais expiram à meia-noite (horário local de Washington) desta quinta-feira, por isso espera-se que a Câmara dos Representantes aprove o acordo antes de seu vencimento e assim se evite uma nova paralisação parcial do governo federal.

    Em janeiro, a Câmara aprovou um orçamento provisório de 3 semanas depois que o governo entrou em paralisação geral por não conseguir chegar a um acordo sobre a lei orçamentária.

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