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Senado dos EUA aprova pacote de US$ 95 bi para Ucrânia, Israel e Taiwan

Medida será enviada para a Câmara, onde enfrentará resistência certa de republicanos linha-dura

Por Da Redação
Atualizado em 13 fev 2024, 14h42 - Publicado em 13 fev 2024, 10h17

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 13, um projeto de lei de 95,34 bilhões de dólares (cerca de 470 bilhões de reais) que prevê ajuda para Israel, Ucrânia e Taiwan. O sinal verde para o pacote é considerado uma vitória para os democratas, em uma votação que superou o mínimo de 60 votos favoráveis e que foi apoiada por 22 republicanos, com resultado de 70-29. O projeto será enviado agora para a Câmara, onde deve enfrentar resistência.

“Certamente já se passaram anos, talvez décadas, desde que o Senado aprovou um projeto de lei que tem um impacto tão grande não apenas na nossa segurança nacional, não apenas na segurança dos nossos aliados, mas na segurança da democracia ocidental”, afirmou o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer. “Acredito que se o presidente (Mike) Johnson trouxer este projeto de lei ao plenário da Câmara, ele será aprovado com o mesmo forte apoio bipartidário.”

A proposta parece não ter sido bem recebida. Em comunicado nesta segunda-feira, 12, o líder da Câmara, Mike Johnson, criticou o projeto e disse que o Senado “deveria ter voltado à prancheta para alterar o projeto de lei atual para incluir disposições reais de segurança fronteiriça que realmente ajudariam a acabar com o conflito em curso” — os republicanos linha-dura, impulsionados pelo ex-presidente Donald Trump, demandam que sejam implementadas medidas austeras contra os imigrantes que cruzam a divisa com o México.

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Sobre o pacote

Em meio a uma disputa interna, Biden tem pressionado o Congresso para a aprovação da legislação. O democrata deseja renovar a ajuda financeira à Ucrânia, que relata escassez de artilharia no campo de batalha contra a Rússia, e a Taiwan, país ameaçado pela China. Apesar da torrente de críticas da Casa Branca contra o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o projeto de lei também inclui apoio a Tel Aviv.

A maior parte do montante, 61 bilhões de dólares, será destinada à Ucrânia, que completará dois anos de guerra no dia 24; 14 bilhões serão entregues a Israel na luta contra o Hamas, iniciada em 7 de outubro; 4,83 bilhões vão a países do Indo-Pacífico, incluindo Taiwan, para minar as tentativas da China de retomar o controle da “província rebelde”; e 9,15 bilhões, à assistência humanitária a civis em zona de conflito, como Faixa de Gaza, Cisjordânia e Ucrânia.

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Jogada de Trump

A nova ajuda foi aprovada menos de uma semana após republicanos do Senado rejeitarem um amplo pacote de lei que incluía ajuda externa e um acordo bipartidário sobre segurança fronteiriça. A decisão teria sido reflexo das duras críticas de Trump, candidato favorito para assumir o controle da Casa Branca nas eleições deste ano. Ele planeja usar o fracasso de Biden em controlar a imigração como palanque na corrida presidencial, tendo sugerido, em publicação na sua plataforma, a Truth Social, que a aprovação da medida no Legislativo faria com que os republicanos “ficassem mal”.

Trump também sugeriu que o auxílio a outros países deveria ser realizado em forma de empréstimos e advertiu que encorajaria agressões russas a nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que não cumprissem as diretrizes de gastos com defesa. As declarações polêmicas encontraram eco nos senadores ultradireitistas, como Roger Marshall, do Kansas.

“Você sabe, eles [países europeus] precisam superar isso [críticas de Trump]. Eles precisam se levantar e ser duros. Precisamos primeiro proteger a nossa própria fronteira. Precisamos cuidar das coisas aqui em casa primeiro. Quando protegermos a nossa própria fronteira, quando cuidarmos da casa, ótimo. Vamos ajudar outras pessoas também”, bradou o republicano do Kansas.

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