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Rússia vai se apegar à diplomacia se EUA enviarem armas para Ucrânia

O chefe do Conselho de Segurança do Kremlin, Nikolai Patrushev, afirmou que o envio de armamentos a Kiev causaria uma 'grande escalada' nos conflitos

A Rússia provavelmente vai responder diplomaticamente se os Estados Unidos decidirem fornecer armas para a Ucrânia, disse o chefe do Conselho de Segurança do Kremlin, Nikolai Patrushev, nesta terça-feira, segundo a agência de notícias local Tass. “Se eles fornecerem armas, haverá uma escalada grande no conflito, vai crescer demais”, disse Patrushev, indicando que mais violência nos combates seria algo ruim para todos os envolvidos. Perguntado sobre uma possível retaliação da Rússia caso as entregas de armas dos EUA a Kiev sejam realizadas, ele respondeu: “Acho que iremos agir diplomaticamente, com negociações”.

O presidente Barack Obama afirmou nesta segunda-feira que o envio de armas para ajudar Kiev a se defender da agressão da Rússia é uma opção que já vem sendo estudada. “Se, de fato, a diplomacia falhar, o que eu pedi para minha equipe fazer foi examinar todas as opções”, disse, em uma entrevista coletiva concedida na Casa Branca, ao lado da chanceler alemã Angela Merkel.

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Obama acrescentou que a Rússia violou “cada compromisso” assumido no acordo de Minsk – que deu origem a uma trégua, não respeitada. O presidente americano também disse que as sanções aplicadas contra Moscou “ainda não dissuadiram [Vladimir] Putin de seguir o caminho que está trilhando”.

Nos Estados Unidos, alguns militares e políticos pressionam pelo envio de armas para ajudar a Ucrânia a interromper o avanço rebelde – vozes favoráveis ao armamento já se levantam no Congresso americano, dominado por republicanos. “Os ucranianos estão sendo massacrados e estamos enviando para eles cobertores e comida. Cobertores não servem contra tanques russos”, disse o senador John McCain durante uma conferência sobre segurança realizada em Munique no fim de semana.

Ofensiva – A guarda nacional ucraniana lançou uma ofensiva contra os separatistas pró-Rússia perto da cidade portuária estratégia do de Mariupol, no sudeste do país, informou o conselho de segurança da Ucrânia nesta terça-feira, segundo a agência de notícias Interfax.

(Com agência Reuters)