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Rússia participa de reunião do G20 em meio à guerra na Ucrânia

Esta é a primeira vez que o ministro das Relações Exteriores do presidente Vladimir Putin encontrará com seus críticos

Por Da Redação 7 jul 2022, 12h41

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, terá seu primeiro encontro próximo com os críticos mais ferrenhos da invasão da Ucrânia por seu país em uma reunião do G20, que começou nesta quinta-feira, 7.

Espera-se que o conflito na Ucrânia e uma crise alimentar global atribuída à guerra sejam o foco da reunião de dois dias dos ministros das Relações Exteriores dos 20 países.

Esta é a primeira vez que o ministro das Relações Exteriores do presidente Vladimir Putin encontrará com seus críticos. Lavrov planejava se encontrar com alguns de seus colegas à parte, informou a agência de notícias russa TASS, mas ministros como a alemã Annalena Baerbock e o secretário de Estado americano, Antony Blinken, descartaram reuniões bilaterais com ele.

A ministra australiana das Relações Exteriores, Penny Wong, disse que seu país e nações com ideias semelhantes usariam a reunião do G20 para destacar o impacto da guerra.

“Vamos deixar muito claras as nossas opiniões sobre a posição e o comportamento da Rússia”, disse.

A secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, no entanto, pode ir embora mais cedo: a emissora britânica BBC News informou que ela planeja retornar a Londres em meio ao drama político em torno da renúncia do primeiro-ministro Boris Johnson.

O Grupo dos 20 inclui vários países ocidentais que acusaram Moscou de crimes de guerra na Ucrânia – o que Moscou nega – e impuseram sanções econômicas. Mas também conta com países como China, Indonésia, Índia e África do Sul, que foram mais silenciosos em sua resposta.

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Depois de se encontrar com seu colega chinês Wang Yi, Lavrov enfatizou a importância dos laços entre Rússia e China na formação de um mundo mais “justo e democrático baseado nos princípios do direito internacional, principalmente na carta das Nações Unidas”.

Ele também atacou o que disse ser um Ocidente “abertamente agressivo” “que busca manter sua posição privilegiada e domínio nos assuntos internacionais”.

Algumas autoridades americanas e europeias enfatizaram que a reunião não será “como sempre”. Um porta-voz do ministro das Relações Exteriores alemão disse que os países do G7 coordenariam sua resposta a Lavrov.

Em 2014, o G7 excluiu a Rússia do antigo G8, devido à anexação da Crimeia.

Membros do governo do Reino Unido, Canadá e Estados Unidos abandonaram uma reunião do G20 com representantes russos em Washington em abril. No entanto, alguns analistas dizem que as nações ocidentais podem ter decidido que cortar o diálogo seria contraproducente.

Energia e segurança alimentar estão na agenda da reunião de Bali, à luz de uma crise global de alimentos aprofundada pela guerra na Ucrânia, que também agravou a inflação ao bloquear exportações de grãos ucranianos.

Em seu encontro com Wang, da China, o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Retno Marsudi, enfatizou a necessidade de proteger a estabilidade regional e resolver questões globais relacionadas ao conflito.

“A solidez das vozes das nações em desenvolvimento é necessária para parar a guerra e reintegrar as exportações de alimentos da Ucrânia e da Rússia na cadeia global de suprimentos”, disse Marsudi em comunicado.

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