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Rússia diz que relação com EUA está em ponto ‘perigoso e crítico’

Declaração foi feita às vésperas de encontro em Genebra entre chanceler russo, Sergei Lavrov, e secretário de Estado americano, Antony Blinken

Por Da Redação 21 jan 2022, 10h07

A Rússia acredita que as relações com os Estados Unidos atingiram um ponto “perigoso e crítico” e que o diálogo substancial e as medidas concretas de Washington e seus aliados sobre as garantias de segurança exigidas pelo Kremlin em meio às tensões envolvendo uma possível entrada da Ucrânia na Otan são urgentemente necessárias.

O posicionamento foi feito em comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo publicado nesta sexta-feira, 21, após silêncio do chanceler Sergei Lavrov em entrevista coletiva na semana passada. O declaração também coincide com a chegada do ministro a Genebra, na Suíça, para se encontrar o secretário de Estado americano, Antony Blinken, que estava na Ucrânia

“Quanto às relações Rússia-EUA, que atingiram um ponto perigoso e crítico devido a Washington, há uma necessidade urgente de um diálogo substancial e sério e de medidas concretas por parte dos americanos e seus aliados para conceder garantias de segurança confiáveis à Rússia”, diz o comunicado.

De acordo com o texto, “a atividade agressiva da Otan no ‘flanco oriental’, as ações hostis contra nosso país, incluindo exercícios não programados, proximidade e manobras perigosas de navios de guerra e aviões de guerra, desenvolvimento militar do território ucraniano, são absolutamente inaceitáveis”.

Na semana passada, Moscou e o Ocidente participaram de conversas diplomáticas, mas as negociações foram inconclusivas e ficaram longe de solucionar desentendimentos sobre a Ucrânia e outras questões de segurança.

O Kremlin é contra a possível adesão de Kiev à aliança militar da Otan e vem alertando que uma adesão terá consequências graves. A Otan, por sua vez, afirma que “a relação com a Ucrânia será decidida pelos 30 aliados da Otan e pela Ucrânia, mais ninguém”.

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A Rússia considera os EUA seu principal interlocutor e exige uma resposta por escrito a suas exigências. O Kremlin disse que pode esperar até a próxima semana.

“A Rússia costumava fazer os esforços adequados, mas nossos passos eram dados como garantidos e, em resposta, recebemos apenas um arrogante desprezo pelas prioridades russas”, alegou Moscou no documento desta sexta-feira. “Agora é importante reconstruir a atmosfera de confiança, para voltar pelo menos a um semblante de normalidade. Isso é do interesse comum. Em geral, não há diferenças insuperáveis entre a Rússia e os Estados Unidos”. 

Na semana passada, no entanto, o governo americano disse acreditar que a Rússia prepara ações de sabotagem para justificar uma futura invasão. A Casa Branca ainda não divulgou detalhes sobre essas evidências, mas uma autoridade do alto escalão do governo de Joe Biden disse à imprensa americana que já foram interceptadas comunicações e movimentação de Moscou nesse sentido.

Segundo o  oficial, “a Rússia está preparando um pretexto para a invasão, inclusive por meio de atividades de sabotagem e divulgação de informações falsas, acusando a Ucrânia de preparar um ataque iminente contra forças russas no leste do país”.

O oficial, que falou ao jornal The New York Times sob a condição de anonimato, afirmou que “os militares russos planejam iniciar essas atividades semanas antes da invasão, que poderá começar entre meados de janeiro e fevereiro”.

Imagens de satélites feitas pela Maxar Technologies e fornecidas à CNN mostram que há presença de tropas e equipamentos a menos de 50 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, com um aumento entre 7 de setembro e 5 de dezembro no número de veículos.

As avaliações mais recentes da inteligência dos EUA colocam mais de 50 grupos táticos enviados dentro e nos arredores da fronteira com a Ucrânia. Estes grupos, que normalmente possuem 900 militares cada, são altamente diversificados e representam unidades de combate que possuem artilharia, armas anti-tanque, reconhecimento, engenharia e soldados.

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