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Rússia diz que decisão sobre desarmamento levará tempo

Proposta para diminuir em um terço arsenais nucleares foi feita por Obama

Por Da Redação
20 jun 2013, 05h51

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou ao jornal Kommersant, de Moscou, que o estudo da proposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de reduzir em um terço os arsenais estratégicos dos dois países levará tempo. A declaração está em entrevista publicada pelo diário nesta quinta-feira.

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“Nossa postura estará de acordo com as nossas tarefas para garantir a segurança nacional e o fortalecimento da paz. A análise (da proposta de Obama) compete a muitos departamentos e levará tempo”, disse Ryabkov. O vice-ministro russo afirmou que o atual conceito de estabilidade estratégica “difere substancialmente daqueles que existiam no passado”.

Segundo o vice-ministro, o papel das armas nucleares e dos assuntos relativos a este tipo de armamento também serão considerados pelas autoridades russas outros fatores como a situação da defesa antimísseis e a criação de armas convencionais de alta precisão. Além disso, Ryabkov acrescentou que será analisada a perspectiva do uso militar do espaço e o fato de que uma série de países preferem se abster de acordos sobre o controle de armamentos.

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Putin – Nesta quarta-feira, o presidente russo Vladimir Putin assegurou que a Rússia não permitirá que se altere o equilíbrio do sistema de dissuasão nuclear. “Não podemos permitir que se altere o equilíbrio do sistema de dissuasão estratégica ou que se reduza a eficácia de nossas forças nucleares”, afirmou o chefe do Kremlin em reunião governamental sobre o desenvolvimento da indústria de defesa espacial, citado pelas agências russas. Por isso, explicou ele, “a criação de uma defesa militar-espacial será no futuro uma das principais linhas da indústria militar”.

Putin disse em muitas ocasiões que a Rússia não vai renunciar ao seu arsenal nuclear até que disponha de armamento sofisticado que cumpra a mesma função, além de defender a manutenção da paridade nuclear com os EUA, pois a considera como um elemento de estabilidade internacional. “Que ninguém se iluda sobre esse assunto. Só renunciaremos às armas nucleares quando dispusermos de armamento similar e nem um dia antes’, disse Putin em 2012.

(Com agência EFE)

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