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Relatório considera ‘flexível’ política de Obama para o Irã

Análise do Ministério de Inteligência iraniano rebate o discurso oficial do regime

Por Da Redação - 8 nov 2012, 15h29

Uma análise publicada no site do Ministério de Inteligência iraniano afirma que o governo Barack Obama nos Estados Unidos tem uma posição flexível em relação ao Irã. O texto diz que a posição do governo do democrata sobre o país é diferente da de Israel e chega a ser mais flexível do que o discurso de alguns países europeus. A análise vai contra a retórica habitual do regime iraniano.

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“A política do Partido Republicano (em relação ao Irã) é uma política de confronto (…) muito próxima da política dos sionistas, enquanto a posição o Partido Democrata é muito diferente”, diz a análise, apresentada como um relatório sobre a eleição presidencial americana.

Segundo o documento, embora Israel tenha exercido muita pressão sobre o governo democrata americano, “a política de Obama é diferente da realizada pelo regime sionista”. O relatório destaca ainda a “discórdia aberta” entre o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no que diz respeito ao Irã.

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O texto afirma que os democratas, “mesmo ao realizar várias ações hostis contra o povo iraniano e afirmar que todas as opções estão sobre a mesa”, consideram que a diplomacia, junto com sanções econômicas, vão resolver a questão nuclear iraniana.

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Esta análise também considera que a administração do atual presidente tem uma abordagem mais moderada do que a da União Europeia sobre a questão das sanções. “Ainda que os americanos tenham adotado unilateralmente sanções duras contra o Irã, estão atrás dos europeus”, diz o documento. Teerã sempre considerou que os países europeus estão mais abertos para o Irã do que Washington.

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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou nesta quinta-feira as eleições presidenciais dos Estados Unidos. “Vejam a situação na Europa e Estados Unidos. Uma eleição, que é uma manifestação da vontade popular, se transformou em campo de batalha para capitalistas e em uma desculpa para gastar uma fortuna”, disse, em um discurso na Indonésia.

(Com Agência France-Presse)

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