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“Prima sexy” de Vladimir Putin faz sucesso na política italiana

DJ, loira e tatuada, Adelina Putin concorrerá a um cargo político nas eleições regionais de Veneto, ao norte do país

Por Da Redação
19 Maio 2015, 16h34

Os mecanismos de propaganda nada ortodoxos que o presidente russo Vladimir Putin empregou para criar uma mística imagem de “líder poderoso” em torno de si têm feito sucesso entre políticos de baixa expressão na Europa, mesmo entre as mulheres. Mesmo isolado pela comunidade internacional pelo envolvimento do Kremlin na crise ucraniana, Putin ganhou uma peculiar seguidora em Veneto, uma região ao norte da Itália que abrange as cidades de Veneza e Verona. Adelina Putin, apelidada pela imprensa local de “prima sexy” do mandatário russo, tem capitalizado em cima do alegado laço familiar para concorrer nas eleições regionais da próxima semana ao cargo de conselheira pelo partido direitista Irmãos da Itália.

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Embora a versão contada por Adelina seja difícil de acreditar, ela não perde tempo em copiar alguns dos métodos adotados pelos marqueteiros de Putin. DJ, loira, tatuada e dona de curvas provocantes, a candidata recorre aos seus perfis nas redes sociais para mostrar seus atributos físicos. Ela também diz compartilhar dos mesmos gostos do presidente russo. “Eu amo armas, gosto de atirar em alvos, pratico exercícios físicos e escalo montanhas”, afirma. Para o slogan de campanha, Adelina empregou a frase: “se você quer votar em Putin, agora você pode”.

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Adelina diz ter um “parentesco distante” com Putin. Ela afirma que as árvores genealógicas de suas famílias se cruzam no século XVIII, quando o czar Pedro, O Grande recrutou um artesão em Veneto para construir a cidade de São Petersburgo. “Somos primos distantes”, declarou Adelina à imprensa italiana. “Sempre amei o meu sobrenome, mas passei a gostar ainda mais desde que Vladimir surgiu na cena [política]. Meus parentes e eu descobrimos muitas relações com ele”, acrescentou. Para o jornal Daily Telegraph, no entanto, há uma explicação muito mais plausível para a origem do nome da candidata: ‘putin’, em um dialeto de Veneto, significa criança ou recém-nascido.

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A condução política do mandatário, marcada pelo enfrentamento com o Ocidente e o autoritarismo e repressão em território russo, é outra característica admirada por Adelina. “Na verdade, precisamos de ao menos sete pessoas iguais a Putin para curar as feridas dos últimos quarenta anos da história italiana. Ele pode se parecer com um ditador, mas até onde estou preocupada, ele é um grande homem”, diz a candidata. Espera-se que a população de Veneto dê nas urnas uma resposta apropriada aos delírios políticos de Adelina.

(Da redação)

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