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Presidente do Quênia faz lobby por ‘upgrade’ do PNUMA

País é sede do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cuja transformação em agência foi excluída do texto da declaração da Rio+20 aprovado na terça-feira

Por Luís Bulcão, do Rio de Janeiro - 20 jun 2012, 18h39

O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, utilizou seu discurso na cúpula de chefes de estado da Rio+20 para fazer lobby pela transformação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em agência especializada da ONU. A proposta contava com o apoio da União Europeia, mas não foi contemplada no texto aprovado na terça-feira. O que consta do documento é um pedido à 67ª Assembleia Geral para que faça um “upgrade” no programa, que passaria a ter representação oficial dos 193 estados membros da ONU. Hoje o PNUMA conta com menos da metade dos países-membros em suas cadeiras. Kibaki comemorou o fortalecimento do programa durante a Rio+20 e prometeu ampliar dependências do PNUMA, que é sediado na capital do país, Nairóbi, sem fazer referência a uma lacuna que provocou protestos dos delegados de seu país: o texto não faz menção à permanência do PNUMA no Quênia.

“Vamos facilitar e dar condições para que todos os membros da ONU possam ser recebidos” prometeu. Kibaki pediu que as medidas para o PNUMA acordadas no Rio sejam implementadas o mais rápido o possível e afirmou que os esforços para transformar o PNUMA em agência especializada com sede vão continuar. “Precisamos dar o status (de agência especializada) igual a outras instituições da ONU para poder melhor equilibrar as três dimensões do desenvolvimento sustentável”, afirmou. Kibaki também cobrou mais investimentos dos países desenvolvidos para que a economia verde possa ser promovida.

“É minha esperança que essa conferência estabeleça uma nova forma de estratégia financeira para o desenvolvimento sustentável. Isso deve assistir os países em desenvolvimento a fazer a transição para uma economia verde mais eficaz”, afirmou.

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