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Presidente austríaco indica juíza como nova premiê

Após escândalos de corrupção e queda do primeiro-ministro de direita, premiê interina comandará governo de transição até a eleição de setembro

Por Da Redação - 30 maio 2019, 19h58

O presidente austríaco Alexander Van der Bellen, nomeou nesta quinta-feira, 30, a juíza Brigitte Bierlein como primeira-ministra-interina do país, após o conservador Sebatian Kurz ter renunciado ao cargo. Kurz caiu por causa de escândalos de corrupção envolvendo a coalizão governista.

Com 69 anos de idade, Brigitte é presidente da Corte Constitucional, instância máxima da Justiça austríaca, e deverá se aposentar compulsoriamente até 2020.

Bierlein terá como missão formar um governo de transição até as próximas eleições legislativas, em  setembro deste ano. “Embora as partes representadas no Parlamento tenham atualmente dificuldade em confiar umas nas outras, espero que tenham a confiança necessária no governo transitório para os próximos meses, para que possa trabalhar em benefício da Áustria”, disse em mensagem no Twitter o presidente austríaco.

Pela primeira vez, uma mulher ocupará o posto de premiê da Áustria.

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O escândalo de corrupção foi revelado uma semana antes das eleições para o Parlamento europeu pela imprensa alemã. A denúncia está baseada em um vídeo de 2017 em que o vice-premiê Heinz-Christian Strache, líder do Partido da Liberdade (FPÖ), de extrema-direita, aparece negociando vantagens econômicas em troca de apoio político e financeiro em uma reunião com uma suposta sobrinha de um oligarca russo. O material foi gravado em Ibiza.

Sebatian Kurz rompeu a coalização com o FPÖ e todos os ministros que fazem parte desse partido renunciaram em represália na segunda-feira, 20. Ao todo, cinco pastas estavam sob controle do partido de extrema-direita: Interior, Relações Exteriores, Defesa, Transportes, Infraestrutura e Trabalho e Saúde.

Uma semana depois, o Parlamento austríaco votou uma moção de censura contra Kurz retirando-o do cargo. Foi a primeira vez que um governo austríaco é destituído desde 1945.

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