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Premier belga deixará o cargo para entrar na OCDE

Por Dirk Waem
13 set 2011, 19h21

O primeiro-ministro belga, Yves Leterme, anunciou na noite desta terça-feira que deixará o cargo em breve – enquanto o país se mantém há mais de um ano mergulhado em uma grave crise política -, para se tornar subsecretário-geral da OCDE.

Em um comunicado, Leterme “confirmou que o secretário-geral da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Angel Gurria, o indicou como secretário-geral adjunto da organização”.

“Corresponde aos representantantes dos Estados-membros da OCDE aprovar a proposta na próxima sexta-feira”, acrescentou.

O anúncio da saída de Yves Leterme, que chefia o atual governo belga desde o fim de novembro de 2009, se dá em meio à incerteza política em Bruxelas.

Os belgas estão há 456 dias sem governo devido ao problema entre os flamengos do norte e os francófonos do sul.

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O Rei da Bélgica, Albert II, pediu nesta segunda-feira aos partidos políticos que cheguem a um acordo para formar um governo no país visando resolver a crise o quanto antes, diante dos problemas com a dívida.

O Rei recebeu o chefe dos socialistas francófonos, Elio Di Rupo, possível líder do novo governo, para analisar uma solução às negociações com os partidos flamengos.

No final do encontro, Albert II pediu que os “negociadores cheguem a um acordo o mais rápido possível, para poder passar aos problemas econômicos e orçamentários e preservar o bem-estar dos cidadãos”.

Di Rupo negocia com os presidentes de oito partidos flamengos e francófonos um acordo que lhes permita governar a Bélgica.

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As reuniões se desenvolvem sem o primeiro partido político de Flandres, o movimento separatista N-VA, que venceu as eleições de junho de 2010 e até agora rejeitou todas as propostas.

O N-VA propõe a médio prazo a independência da parte flamenga do país, mas a divisão exigirá uma difícil decisão sobre Bruxelas, cidade majoritariamente francófona na zona flamenga, que ainda é sede das instituições da União Europeia.

As negociações para a formação do novo governo estão estancadas desde as eleições de junho de 2010 devido às fortes divergências entre flamengos e francófonos sobre o futuro das instituições do país.

Bélgica integra os países da zona euro na mira das agências de classificação de risco devido à dívida e à crise política que enfrenta.

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