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Praças de Buenos Aires têm apagão por falta de pagamento

Empresas de energia cobram dívida da prefeitura, que culpa governo federal

Por Da Redação - 25 jul 2012, 22h34

As principais praças, parques e monumentos de Buenos Aires – incluindo o emblemático Obelisco, na Avenida 9 de Julho – ficaram às escuras na noite desta quarta-feira por falta de pagamento da prefeitura local às empresas de eletricidade.

O apagão foi destaque na imprensa e TV da Argentina, que exibiu imagens de diversos locais públicos na penumbra, entre eles a Fonte das Nereidas e o Monumento aos Espanhóis, no bairro de Palermo. O fornecimento de energia elétrica foi cortado pelas distribuidoras Edenor e Edesur. As duas cobram da administração do prefeito Mauricio Macri o pagamento de uma dívida somada de 59 milhões de pesos (cerca de 26 milhões de reais).

O Obelisco, em Buenos Aires: às escuras
O Obelisco, em Buenos Aires: às escuras VEJA

Adversário da presidente Cristina Kirchner, Macri se nega a pagar o débito. Ele responsabiliza o governo federal, que no final do ano passado acabou com o repasse de um subsídio para a iluminação pública da capital. Segundo a prefeitura portenha, a medida resultou no aumento da tarifa elétrica em até quatro vezes para a cidade, cujo governo entrou na Justiça contra a administração federal.

Pressão – Os cortes de luz em monumentos, parques e edifícios públicos de Buenos Aires começaram na segunda-feira. A Edesur interrompeu o fornecimento nas áreas verdes e em três prédios do governo. A Edenor, responsável pelo abastecimento nas zonas norte e noroeste da cidade, resolveu aderir à pressão nesta quarta-feira.

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A empresa informou que nos próximos dias cortará a energia em outros pontos do município “para defender seu patrimônio e aplicando os mesmos critérios que a qualquer cliente moroso”. Edesur e Edenor garantem, porém, que o fornecimento a instalações essenciais, como escolas, hospitais e delegacias, será preservado.

(Com agência France-Presse)

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