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Porque o aquecimento pode estar relacionado à queda de edifício em Miami

Prédio desabou na quinta-feira, e até agora 11 pessoas morreram e 150 estão desaparecidas

Por Eduarda Gomes Atualizado em 29 jun 2021, 17h25 - Publicado em 29 jun 2021, 17h18

Desde que o edifício Champlain Towers South desabou, na última quinta-feira, 24, autoridades e pesquisadores tentam descobrir a razão da tragédia.

Ainda é cedo para ter respostas concretas, mas o nível do mar nessa região da Flórida aumentou 30 centímetros em 100 anos por causa das mudanças climáticas.

Segundo um plano mestre de águas pluviais divulgado pela cidade em abril, Miami teria que gastar quase US $ 4 bilhões nos próximos 40 anos para construir paredões de quase dois metros de altura, canos subterrâneos e poços para controlar o rápido aumento do nível das marés.

Essas medidas visam proteger a cidade das enchentes que resultam da elevação do nível do mar.

O prédio é só um entre as inúmeras construções na extensa faixa de areia de frente para a praia de Surfside. Ele foi construído em área úmida, há 40 anos, e é considerado novo.

Em 2020, o professor Shimon Wdowinski, da Universidade Internacional da Flórida, estudou a área e co-escreveu um artigo em que afirmava que um condomínio de Miami afundou aproximadamente dois milímetros por ano entre 1993 e 1999. Em uma entrevista depois do desabamento, ele afirmou que o prédio era o Champlain Towers South.

De acordo com o advogado do condomínio, Kenneth Direktor, a construção foi completamente inspecionada recentemente, e não tinha nada no relatório que pudesse indicar riscos à segurança da vida. O telhado do prédio estava sendo trocado e outros reparos ainda seriam feitos.

Além da mudança climática, ainda existe a possibilidade da instabilidade do terreno abaixo do prédio, ou apenas questões como negligência da supervisão ou má qualidade na obra.

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