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Polícia pede apoio à população para encontrar atirador de Paris

Governo montou forte operação policial para caçar o 'homem mais procurado da França'

Por Da Redação - 19 nov 2013, 09h16

O governo francês mobilizou nesta terça-feira uma grande operação policial e pediu apoio à população para receber informações que permitam chegar até o autor de dois ataques armados nesta segunda-feira em Paris. O mais grave deles causou ferimentos a um assistente de fotógrafo na redação do jornal Libération, no centro da capital francesa. Além de um telefone e de um e-mail de contato da polícia, a Procuradoria de Paris divulgou várias fotos do homem, que podem ser vistas em vários veículos de imprensa e no transporte público. A partir das fotos, feitas com imagens de câmaras de vigilância, e das testemunhas que o viram, sabe-se que é um homem europeu de 35 a 45 anos com altura entre 1,70 e 1,80 metro, cabelo grisalho muito curto, e que durante os tiroteios usava óculos e boné.

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Um dos depoimentos mais importantes para os investigadores é o de uma pessoa que foi sequestrada ontem ao meio-dia durante alguns minutos pelo atirador. O agressor rendeu o motorista após haver disparado, sem causar feridos, contra a sede do banco Société Génerale no bairro financeiro La Defense. O refém, que não teve o nome revelado, contou que o fugitivo lhe disse que acabara de sair da prisão e que carregava uma granada. O atirador obrigou o motorista a dirigir pela avenida Champs-Élysées, a via mais famosa da capital francesa. Logo depois, o motorista foi deixado perto da estação de metrô George V, localizada perto do Arco do Triunfo. O carro também foi localizado próximo ao Arco, numa área muito turística da cidade, com intensa circulação de pessoas.

Antes de sua passagem por La Defense, o atirador, tratado pela polícia como o ‘homem mais procurado da França’, havia entrado na sede do Libération no centro de Paris. Sem dizer nada, ele disparou contra a primeira pessoa que encontrou, um jovem assistente de fotografia, que ficou gravemente ferido. Nicolas Demorand, diretor do jornal, declarou que o ferido recebeu um tiro no tórax e está em estado crítico. Fontes médicas detalharam que o jornalista precisou ter o baço e parte do pulmão retirados. O jovem de 23 anos, original de Tolano, identificado na imprensa francesa apenas pela letra “C”, foi operado durante seis horas e continua na UTI.

A capa do Libération desta terça-feira trazia apenas a manchete: ‘Puxou um fuzil e atirou duas vezes’. No site da publicação, a primeira página traz a frase: ‘O Libération não vai mudar. Mesmo profundamente chateados, vamos continuar a defender e a valorizar o que nos motiva há 40 anos’.

A polícia francesa confirmou que o atirador é o mesmo que na manhã de sexta-feira passada foi até a entrada das instalações da emissora BFM TV e ameaçou com uma pistola as pessoas que estavam no local.

(Com agências EFE e France-Presse)

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