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Polícia acha correntes em cativeiro de raptadas nos EUA

Vizinhos e conhecidos começam a revelar o ‘lado negro’ do sequestrador

Por Da Redação
8 Maio 2013, 17h40

A polícia de Cleveland recolheu nesta quarta-feira uma série de provas que ajudam a reconstruir os momentos de horror enfrentados pelas três mulheres que foram sequestradas e mantidas em cativeiro durante 10 anos na cidade localizada no leste dos Estados Unidos. As autoridades encontraram cordas e correntes utilizadas para prender as mulheres durante a ausência do proprietário da casa e constatou que elas raramente foram conduzidas para fora da residência.

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Enquanto isso, vizinhos e conhecidos dão detalhes sobre o “lado negro” do sequestrador, Ariel Castro, de 52 anos. Num primeiro momento, os vizinhos ficaram chocados com o fato de que Castro, aparentemente um cidadão americano comum, mantivesse três mulheres em cativeiro durante tanto tempo sem levantar suspeitas no bairro predominantemente latino. Ele parecia ser um sujeito amigável, porém reservado, que tocava em bandas de música latina da região, gostava de motocicletas, comparecia a churrascos do bairro e adorava falar sobre sua maior paixão, a mecânica.

No entanto, conhecidos começaram a contar histórias que mostram um pouco da personalidade do raptor. Anos após um turbulento divórcio, no qual foi acusado de violência doméstica, Castro nunca mais foi visto em público com uma mulher, mas passou a frequentar um parque e o playground de um restaurante do McDonald’s com uma menina de seis anos que, segundo ele, era filha de sua namorada. Segundo testemunhas, a criança é mesmo sua filha, mas a mãe era Amanda Berry, a refém que conseguiu escapar da casa e ligar para a polícia.

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Os vizinhos acreditavam que Castro morava sozinho, e achavam estranho que ele trouxesse várias sacolas de lanches do McDonald’s para casa. Na verdade, ele morava na casa de dois andares e oito quartos com seus irmãos – Pedro Castro, de 54 anos, e Onil Castro, 50 – e as três reféns, Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight. Motorista de ônibus escolar, Castro era considerado um “excelente funcionário”, mas repetidamente indisciplinado, o que levou à sua demissão em novembro do ano passado. O principal motivo da demissão foi quando ele insultou e abandonou uma estudante no ônibus em que trabalhava.

Em 1993, Castro foi preso depois de uma denúncia de violência doméstica de sua ex-mulher, Grimilda Figueroa, que morreu em 2012 com 48 anos. Ele foi libertado após pagar uma fiança de 10.000 dólares. Grimilda voltou a denunciar o ex-marido em 2005, acusando-o de ter quebrado o seu nariz e outros atos violentos que acabaram em costelas quebradas e os dois ombros deslocados, além de tentar sequestrar as filhas que o casal teve juntos. Uma ordem de proteção judicial foi determinada, mas o caso foi encerrado.

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