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Partido de Putin e oposição concordam em reformar leis eleitorais russas

Moscou, 27 jan (EFE).- O partido governista Rússia Unida (RU) e a oposição parlamentar russa pactuaram nesta sexta-feira uma declaração na qual se comprometem a reformar a legislação eleitoral para aumentar a transparência e limpeza de futuros pleitos.

‘Estamos dispostos a fazer a reforma da legislação no que se refere à maior transparência das eleições e para que o processo eleitoral seja mais justo e honesto’, diz o documento emitido pela Duma ou Câmara dos Deputados.

A declaração foi assinada pelo RU, pelos comunistas e os ultranacionalistas, enquanto o partido social-democrata Rússia Justa participou de consultas prévias, mas desistiu de sua assinatura.

O documento ressalta que ‘é evidente a necessidade de aperfeiçoar o sistema eleitoral’, uma das principais exigências opositoras, e que os processos eleitorais devem ser transparentes.

Os partidos garantiram que a Duma irá analisar detalhadamente ‘as numerosas queixas sobre o trabalho da Comissão Eleitoral Central’ (CEC) e serão tomadas medidas para renovar seus integrantes.

A declaração não cita a renúncia do presidente da CEC, Vladimir Chúrov, uma das principais reivindicações da oposição não parlamentar, que voltará a se manifestar em 4 de fevereiro.

Chúrov, que é acusado de manipular os resultados das eleições legislativas de dezembro para que o RU alcançasse a maioria absoluta na Duma, rejeitou nesta sexta-feira todos os pedidos da oposição para que abandone o cargo.

Aleksandr Bastrikin, chefe do Comitê de Instrução, afirmou que a maior parte dos processos penais se refere a violações eleitorais a favor do RU.

Entre os casos mais evidentes estão o preenchimento das urnas com cédulas a favor do RU, como na região de Ufá, onde o chefe de uma comissão eleitoral foi surpreendido introduzindo 21 desses votos.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, classificou na quarta-feira as eleições passadas como ‘as mais limpas’ da história contemporânea da Rússia, declaração que foi recebida com indignação pela oposição não parlamentar. EFE