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Para ex-analista da CIA, Europa está sendo ‘hipócrita’

Paul Pillar afirma que pode ser interessante para os EUA revelarem ação de aliados em processos de espionagem internacional

Por Da Redação - 31 out 2013, 09h01

Ao comentar as declarações do general Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês), em audiência pública no Congresso na última terça-feira, o ex-analista da CIA Paul Pillar afirmou que os europeus têm reagido de maneira hipócrita em relação aos casos de espionagem trazidos à tona pela imprensa mundial a partir de dados vazados pelo ex-analista da NSA Edward Snowden.

“Dada a hipocrisia exibida pelos europeus ao dizerem que estão ‘chocados’ por esse tipo de coisa acontecer – aliados espionarem aliados -, não acho que deveríamos nos sentir muito arrependidos por fazê-los sentirem um pouco da pressão política interna, se isso for necessário, para colocar tudo em pratos limpos em uma das nossas próprias audiências parlamentares”, disse Pillar.

“É verdade que, em geral, ficamos de boca fechada sobre as relações de inteligência, e só falamos em termos mais gerais sobre a partilha de informações com nossos amigos e aliados”, afirmou Pillar. Mas, segundo ele, não há nada de errado em corrigir informações que vão a público, embora o general Alexander provavelmente tenha com seus comentários “criado ou exacerbado alguns problemas políticos” para vários aliados europeus.

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Durante a audiência pública no Congresso, ao tentar se contrapor às queixas internacionais sobre supostos abusos da sua agência, Alexander disse que suas fontes para informações sobre telecomunicações no exterior incluíam “dados fornecidos à NSA por parceiros estrangeiros”. A revelação de Alexander representa mais um marco na atual fase de maior transparência da NSA, depois das revelações sobre suas atividades de espionagem que constavam em documentos vazados desde junho à imprensa mundial por Snowden, hoje refugiado na Rússia.

Uma fonte oficial dos EUA disse à agência Reuters sob condição de anonimato que, antes de revelar que governos estrangeiros, como os da França e Espanha, coletavam registros sobre comunicações e os entregavam aos EUA, o governo Obama consultou os governos envolvidos. Os dados repassados dizem respeito, por exemplo, à duração e destino de um telefonema, mas não ao conteúdo falado.

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Outra fonte, também com identidade não revelada, disse que, a despeito das reações dos governos estrangeiros, alguns membros do governo Obama queriam divulgar a informação, porque estavam desapontados com a forma como aliados estavam deixando Washington sofrer o desgaste por atividades de vigilância em que os próprios países aliados eram parceiros.

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(Com agência Reuters)

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