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Papa recebe Milei no Vaticano e canoniza primeira santa argentina

Presidente e pontífice têm conversa privada marcada para esta segunda-feira

Por Da Redação
11 fev 2024, 11h53

O papa Francisco canonizou neste domingo, 11, a primeira santa argentina, Maria Antônia de Paz y Figueroa, mais conhecida como “Mama Antula”. A cerimônia na Basílica de São Pedro contou com a presença do presidente argentino Javier Milei, recebido com um abraço pelo pontífice ao fim do evento.

Milei estava em um assento na primeira fileira na basílica e trocou algumas palavras com o papa quando se cumprimentaram. O presidente argentino e Francisco têm uma audiência privada marcada para esta segunda, 12.

Milei foi acompanhado de uma comitiva do governo formado pela secretária-geral da Argentina (e sua irmã), Karina Milei, o ministro do Interior, Guillermo Francos, a ministra do Capital Humano, Sandra Pettovello, e a ministra das Relações Exteriores, Diana Mondino. Também estava presente na cerimônia o prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri.

‘Representante do maligno’

Durante a corrida à Casa Rosada, Milei polemizou ao chamar o papa de “representante do maligno” e “imbecil” e acusá-lo de ter “afinidade com comunistas assassinos” e de violar os Dez Mandamentos por defender a “justiça social”.

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No entanto, uma vez eleito, Milei procurou colocar panos quentes no passado e logo conversou com Francisco por telefone, recebendo dele votos de “sabedoria e coragem”.

Em entrevista ao jornal italiano La Stampa, publicada na última segunda-feira, Francisco contou que não se sentiu ofendido pelas declarações de Milei, argumentando que “as palavras na campanha eleitoral vão e vêm”. Ele também revelou que o pedido por um encontro partiu do presidente, que foi prontamente aceito. “Estou pronto para iniciar um diálogo com ele – palavras e escuta –, como com todos”, afirmou.

Viagem a Buenos Aires

Nascido na Argentina, Francisco não visita o país desde que foi escolhido para o mais alto cargo na hierarquia católica, em março de 2013, mesmo que pressionado por devotos. Ao La Stampa, ele confidenciou que considera a viagem uma “hipótese”, mas que a “organização da visita ainda não começou”.

Até o momento, o pontífice tem visitas marcadas na agenda para Bélgica, Indonésia, Timor-Leste e Papua Nova Guiné.  Em entrevista anterior ao jornal italiano, em que escandalizou os fiéis mais fervorosos ao não voltar atrás na permissão de bênçãos a casais LGBTQIA+, o papa já havia expressado o desejo de encontrar com o novo presidente argentino.

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