Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Papa Francisco chama atenção para “retrocesso da democracia”

Em pronunciamento durante viagem à Grécia, o pontífice se mostrou preocupado com problema na Europa e no resto do mundo

Por Da Redação Atualizado em 4 dez 2021, 13h30 - Publicado em 4 dez 2021, 13h29

Ao chegar à Grécia na manhã deste sábado, 4, o papa Francisco fez um pronunciamento enfático alertando para o “retrocesso da democracia” na Europa e no resto do mundo. E que isso vem ocorrendo, sobretudo, devido ao populismo e “à distância das instituições” que procuram explorar o descontentamento das populações.

A visita a Atenas faz parte da última etapa da 35ª viagem apostólica de seu pontificado. Diante da presidente da Grécia, Katerina Sakellaropoulou, e do primeiro-ministro daquele país, Kyriakos Mitsotakis, o líder da Igreja Católica declarou que “o autoritarismo é expedito [diligente], e as promessas fáceis propostas pelo populismo mostram-se atraentes”. E foi adiante: “Não se pode deixar de constatar, com preocupação, que hoje – e não só no continente europeu – se verifica um retrocesso da democracia. Isto exige a participação e o envolvimento de todos e, consequentemente, requer cansaço e paciência.”

Durante seu pronunciamento, o pontífice chamou muita atenção para a crise democrática e ressaltou que o “autoritarismo e as promessas fáceis propostas feitas pelos populistas são atraentes”. Ainda em seu pronunciamento, o santo padre falou: “Em várias sociedades, preocupadas com a segurança e anestesiadas pelo consumismo, o descontentamento leva a uma espécie de ceticismo democrático.”

Diante de desafios “como a defesa do clima, da pandemia de Covid-19, do mercado comum e da pobreza generalizada”, Francisco insistiu na necessidade de defender o multilateralismo das “excessivas pretensões nacionalistas” e “colocar as demandas comuns antes dos interesses privados”. “Que às seduções do autoritarismo se responda com a democracia; que à indiferença individualista se oponha a solicitude pelo outro, pelo pobre e pela criação, colunas essenciais para um humanismo renovado, de que precisam os nossos tempos e a nossa Europa”, apelou.

Continua após a publicidade

Publicidade