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Palestinos e israelenses reagem ao anúncio de Trump

Reconhecimento da cidade sagrada como capital de Israel provocou protestos e dúvidas sobre o processo de paz

Donald Trump reconheceu “oficialmente Jerusalém como a capital de Israel” nesta quarta-feira. O presidente dos Estados Unidos reivindicou “uma nova abordagem” sobre o conflito entre israelenses e palestinos, prometendo que fará todo o possível para um acordo de paz.

“Israel é uma nação soberana com o direito de determinar sua própria capital”, afirmou Trump, em um discurso televisionado direto da Casa Branca. “Presidentes anteriores fizeram essa promessa e falharam em cumprir. Hoje, eu estou cumprindo”, disse.

O presidente americano garantiu que permanece comprometido com as negociações entre os dois lados. “Os Estados Unidos continuam profundamente empenhados em ajudar a facilitar um acordo de paz aceitável para ambos os lados. Pretendo fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar a forjar tal acordo”, disse.

Além disso, Trump ordenou o início dos preparativos para a transferência da embaixada americana em Israel de Tel-Aviv para JerusalémA transferência da representação diplomática foi uma das principais promessas de campanha do presidente. De acordo com oficiais americanos, a transferência da embaixada deve levar até três anos.

O estatuto de Jerusalém é um tema-chave no conflito israelense-palestino, com ambas as partes reivindicando-a como sua capital. A posição da maior parte da comunidade internacional é de que o status da cidade deve ser decidido em negociações de paz e, por isso, o reconhecimento americano a favor de Israel é tão controverso. 

Reação Palestina

Como esperado, o anúncio de Trump gerou revolta e indignação entre palestinos, além de atrair a condenação de líderes de países árabes e islâmicos. Alguns dos principais aliados dos Estados Unidos na Europa, entre eles Reino Unido, Alemanha e França também criticaram a posição americana como não condutiva à paz. O Conselho de Segurança da ONU se reunira nesta sexta-feira para discutir o assunto, após oito dos quinze membros do órgão solicitarem o encontro.

Entre os palestinos, as reações variaram entre a incredulidade e a revolta. O jornal britânico The Guardian publicou reportagem descrevendo o clima no campo de refugiados palestinos de Shuafat –o único campo dentro dos limites do município de Jerusalém. De acordo com o periódico, jovens palestinos demonstravam raiva ao assistir a transmissão ao vivo do anúncio de Trump. Um dos jovens escutados pedia por uma nova intifada (revolta, em árabe).

Ismail Haniyeh, líder do Hamas, grupo islâmico que governa a Faixa de Gaza e que é considerado uma organização terrorista por diversos países, conclamou os palestinos a realizarem “um dia de fúria” nesta sexta-feira, dia mais importante da semana islâmica. Haniyeh também convocou todas as facções palestinas a iniciarem uma nova intifada contra Israel, além de pedir a todos países muçulmanos que se unam contra a “declaração de guerra dos Estados Unidos”.

Dia de fúria palestino

Cartazes de redes sociais árabes convocam dia de fúria palestino (//Twitter)

 

 

No Líbano, refugiados palestinos também se manifestaram: ainda na quarta-feira, no campo de refugiados de Baas, na região de Tiro, cerca de 2.000 estudantes se mobilizaram para protestar contra a decisão dos Estados Unidos.

“O governo americano tomou mais uma vez uma decisão a favor do usurpador, mas isso não vai mudar a história e a identidade de Jerusalém, que é a capital do Estado palestino”, disse o palestino Abdul Mayid Awad em discurso aos demais manifestantes. “Trata-se de uma agressão direta contra a nação e o povo palestinos, que são capazes de fazer fracassar as decisões injustas. A decisão do governo Trump é contrária às resoluções da comunidade internacional e não poderá mudar a história”, acrescentou.

Os refugiados palestinos se mobilizaram também no acampamento de Bedawi, onde se reuniram na frente do escritório do diretor da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA). Outras manifestações similares aconteceram em Beirute e no campo de refugiados palestinos de Ein el Hilweh, o maior do Líbano e localizado nos arredores da cidade de Sidon.

A divisão de Israel

O reconhecimento de uma nação como os Estados Unidos eleva a posição israelense no conflito e, a longo prazo, poderia auxiliar na consolidação da soberania de Israel sobre a cidade.

Ainda assim, a sociedade israelense parece estar dividida sobre a questão. Para a profissional de comunicação Tamara Stern, que vive em Jerusalém há dois anos e meio, muitos cidadãos têm medo de que a decisão possa provocar protestos, aumentar ainda mais a violência e prejudicar o processo de paz no país e na cidade. A jovem discorda da posição, pois acredita que uma interferência internacional pode ser necessária para destravar as negociações. “Não vejo como a situação poderia piorar. Precisamos de uma mudança radical que balance a região para que as coisas comecem a mudar”, diz.

(com EFE e AFP)

Comentários

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  1. José Antonio da Silva

    Hamas e uma organização terrorista, fazer isto é da natureza deles. Nem deveria ser citados em qualquer reportagem, a veja e outros a cita-los iconcordam que seus atos são legítimos . Se depois de 3000 anos Jerusalém nao pode ser capital de israel, nem Paris da França, Roma da Itália, Londres da Inglaterra etc.

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  2. Sergio Vasconcelos

    É de uma canalhice sem fim a cobertura da imprensa que apenas reflete as mentiras palestinas e islâmicas !! Nunca existiu um Estado nem um povo palestino !! A cidade santa deles é Meca e não Jerusalém ! Estes terroristas devem ser varridos do mapa

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  3. Sergio Vasconcelos

    Jerusalém é a capital política e sagrada de Israel, enquanto Meca é a cidade santa islâmica !! Jerusalém sequer é citada no Alcorão uma única vez e Maomé nunca esteve nesta cidade !
    1. Israel tornou-se um estado em 1312 aC., dois milênios antes do Islã.
    2. Depois da conquista da terra em 1272 aC, os judeus a governaram por mil anos e manteviveram uma presença contínua lá por 3.300 anos.
    3. A única conquista árabe em 633 aC durou apenas 22 anos.
    4. Há mais de 3.300 anos, Jerusalém era a capital judaica. Ela nunca foi a capital de qualquer entidade árabe ou muçulmana. Mesmo sob o governo jordaniano, Jerusalém nunca foi uma capital árabe e nenhum líder árabe veio visitá-la.
    5. Jerusalém é mencionada mais de 700 vezes na Bíblia, mas nenhuma é mencionada no Alcorão.
    6. O Rei David fundou Jerusalém; Maomé nunca pôs os pés na mesma.
    7. Os judeus rezam, voltados para Jerusalém; Os muçulmanos rezam, na direção de Meca. Se os muçulmanos estiverem entre as duas cidades, rezam voltados para Meca, com as costas voltadas para Jerusalém.
    Por Mendy Tal

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  4. Marcos Ronan Ferreira

    Jerusalém é terreno Sagrado a milhares de anos dos judeus – os palestinos árabes são invasores.

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  5. RANILSON COUTINHO PRESTRELO

    Mmudei de ideia . Agora sou a favor de um estado único chamado Israel , com capital em Jerusalém e com todos os palestinos dentro desse estado, com direito a voto universal democrático e direitos sociais iguais . Isso inclui saúde e educação. Acho que assim tudo está resolvido

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  6. RANILSON COUTINHO PRESTRELO

    Shlomo Sand , em seu ultimo livro ” Porque deixei de ser judeu ” ele discorda de que exista um estado palestino, como também nega que exista povo judeu. No fim ele propõe a existencia de um estado único com judeus e pelestinos com liberdade religiosa , direito a voto democrático e social. Sou totalmente a favor agora de um único estado. Israel com capital em Jerusalém e todos dentro com o mesmo direito e sem Apartheid.

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