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Países da Alba querem criar uma zona econômica comum

Por Da Redação - 5 fev 2012, 00h07

Caracas, 4 fev (EFE).- Os presidentes dos países-membros da Aliança Bolivariana para os povos da América (Alba) começaram neste sábado sua 11ª cúpula ordinária com o objetivo de criar uma zona econômica, um dos acordos que devem fechar na reunião, que durará até domingo.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, inaugurou a cúpula, da qual participaram todos os presidentes e chefes do Governo dos oito países-membros, destacando a necessidade de se conseguir um sistema que permita integrar as economias dos países-membros de maneira coordenada para avançar mais nesse âmbito.

Da reunião participam os presidentes do Equador, Rafael Correa; Cuba, Raúl Castro; Bolívia, Evo Morales; Nicarágua, Daniel Ortega, e os primeiros-ministros de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves; Dominica, Roosevelt Skerrit; e Antígua e Barbuda, Baldwin Spencer.

Também está presente o presidente do Haiti, Michel Martelly, cujo país se manterá como ‘convidado especial permanente’ do mecanismo, e o chanceler da Argentina, Héctor Timerman, em agradecimento ao respaldo da Alba à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas.

No início de seu discurso, Chávez lembrou que ‘a Alba entrou em seu ano número nove’, após sua fundação em Havana, em dezembro de 2004, em contraposição ao ‘espantalho’, como o definiu o presidente venezuelano, da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), impulsionado pelos Estados Unidos.

Com relação ao Ecoalba, como se denominará o mecanismo de zona econômica, explicou que entraria em vigor em um prazo de dois anos desde o momento da assinatura, presumivelmente no documento final desta reunião.

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O presidente venezuelano explicou que a criação desse espaço prevê ‘o ordenamento e dinamização das relações econômicas das partes potencializando o encadeamento produtivo e comercial complementar’.

O presidente equatoriano advertiu, no entanto, que ‘uma zona comercial não se estabelece por decreto’, mas se deve fazer com ‘vontade’.

Nesse sentido, Correa destacou que devem ser ‘buscados intercâmbios complementares em mútuo benefício’ e encorajou a continuar utilizando o Sistema Único de Compensação Regional (Sucre), que permite transações comerciais com um sistema de ajuste interno de moedas sem ter de utilizar uma moeda estrangeira.

Chávez propôs que os países do Alba depositem 1% de suas reservas internacionais no Banco do Alba, ação que seu país disse estar disposto a fazer imediatamente, para que este seja um banco ‘de verdade’ e possa ‘financiar projetos e investimentos’.

Por outro lado, Ortega manifestou a predisposição de seu país de participar ativamente no sistema de compensação monetária.

Além disso, foi acordado criar um coordenador da política econômica da Alba, que será definido em breve. EFE

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