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Pai de soldado muçulmano morto em combate confronta Trump

O pai do soldado Humayun Khan discursou durante a Convenção Democrata e criticou as medidas contra muçulmanos do candidato republicano

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 21h57 - Publicado em 29 jul 2016, 09h33

A história de Humayun Khan, um soldado muçulmano morto no Iraque, foi um dos destaques do último dia da Convenção Nacional Democrata, na Filadélfia. A trajetória do combatente foi contada na quinta-feira por seu pai e sua mãe, que confrontaram a proposta candidato republicano Donald Trump de proibir a entrada dos muçulmanos nos Estados Unidos.

“Nosso filho Humayun tinha o sonho de ser um advogado militar. Esses sonhos foram deixados de lado no dia em que sacrificou sua vida para salvar seus companheiros militares”, contou Khizr Khan, o pai do soldado. Quando estava em uma missão no norte de Bagdá, em junho de 2004, o capitão Humayun fez toda sua tropa retroceder e se assegurou que estavam a salvo, porém, um carro-bomba explodiu e tirou sua vida.

“Se fosse por Donald Trump, meu filho nunca teria vivido nos Estados Unidos”, ressaltou Khan. “Donald Trump, você está pedindo aos americanos que lhe confiem seu futuro. Me deixe perguntar: você já leu a Constituição americana? Com muito gosto lhe apresento a minha cópia. Neste documento busque as palavras ‘liberdade’ e ‘igualdade perante a lei'”, disparou o homem, com uma cópia da Constituição na mão.

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O muçulmano também se dirigiu a Trump para perguntar se alguma vez o magnata visitou o cemitério de Arlington, onde estão sepultados mais de 400.000 soldados americanos e suas famílias. “Vá buscar entre os túmulos dos patriotas valentes que morreram em defesa dos Estados Unidos e verá todos os credos, gêneros e etnias”, comentou Khan.

O discurso do pai de Humayun foi um dos mais comentados da última noite do evento, que terminou com a candidata Hillary Clinton aceitando a indicação do partido para concorrer a presidência. “O senhor não sacrificou nada nem ninguém”, ressaltou Khan ao finalizar sua fala, emocionado e ovacionado pelo público.

(Com EFE)

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