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Opositores acusam regime sírio pela morte de 22 pessoas

Por Da Redação
24 dez 2011, 14h25

Cairo, 24 dez (EFE).- Pelo menos 22 civis, entre eles 4 menores, morreram neste sábado na Síria pela repressão das forças de segurança, noticiou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que pediu à missão de observadores da Liga Árabe uma visita urgente às áreas afetadas.

Em comunicado, o Observatório detalhou que seis pessoas morreram nos bairros de Baba Amro e Al Bayada, na cidade de Homs. Na localidade de Haula, na mesma província, os corpos de quatro cidadãos que tinham sido presos na madrugada deste sábado apareceram nas ruas com sinais de tortura.

Também em Homs, outros dois cidadãos apareceram mortos na localidade de Al Quseir, ambos tinham sido presos horas antes, enquanto outra pessoa morreu na zona de Telbisa.

A entidade pediu aos observadores da missão da Liga Árabe que está no país desde quinta-feira que visitem urgentemente essa região para documentar o que chama de ‘graves violações dos direitos humanos, apenas uma pequena parte do que está acontecendo na Síria’.

Na província de Deraa, dois cidadãos – entre eles, um menor de idade – morreram neste sábado em consequência dos disparos das forças de segurança que receberam na sexta-feira na localidade de Naua.

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Foi lá também que as forças de segurança atiraram neste sábado contra as pessoas que participavam do funeral de uma vítima da repressão. Os agentes mataram duas pessoas e feriram oito no local.

Outro cidadão foi encontrado morto nessa região, enquanto duas pessoas morreram em duas localidades do norte da Síria e outra na província de Rif Damasco.

O Observatório também confirmou que as forças militares usaram tanques e blindados na localidade de Basra al Harir e na região de Al Luyat, no sul do país, para buscar dezenas de soldados desertores que buscam refúgio nestas áreas.

As províncias de Homs e Deraa são dois dos principais redutos da oposição ao regime de Bashar al Assad, palcos frequentes de confrontos entre as tropas leais ao presidente sírio e os dissidentes.

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Uma primeira missão da Liga Árabe se encontra na Síria dias após o país aceitar a visita de observadores, encarregados de comprovar ‘in loco’ se o regime cumpre as determinações do plano da organização para solucionar a crise no país. Este plano estipula, entre outros pontos, o fim da violência e a retirada dos militares das cidades.

Na última sexta-feira, os observadores visitaram a zona de Damasco, onde dois atentados suicidas resultaram na morte de pelo menos 44 pessoas e deixaram feridas outras 166, segundo o Governo sírio, que culpou a organização terrorista Al Qaeda pelos atentados e exaltou o aumento das ações de grupos terroristas islâmicos.

Desde que começaram os protestos populares em março passado, mais de 5 mil pessoas já morreram na Síria, segundo os dados mais recentes da ONU. EFE

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