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OMS alerta que surto de coronavírus pode se espalhar; mortes chegam a 6

Número de casos dispara e Organização Mundial da Saúde marca reunião de emergência

Por Da Redação - Atualizado em 23 jan 2020, 14h54 - Publicado em 21 jan 2020, 11h09

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira, 21, que o surto de uma variante do coronavírus que atinge a cidade chinesa de Wuhan pode se espalhar para outras partes da China e para outros países. A mutação do vírus causa pneumonia e os números oficiais da doença seguem crescendo: já são seis mortes registradas e 295 pessoas infectadas.

A OMS fará uma reunião de emergência na quarta-feira 22 para discutir o tema. Até o momento, não há restrição para viagens a Wuhan.

Com o feriado de Ano Novo Lunar se iniciando na sexta-feira 25, é esperado que milhões de chineses viajem tanto dentro quanto fora do país. Aeroportos na Ásia, nos Estados Unidos e Austrália estão se preparando para passar os viajantes por uma triagem. Dos 295 casos confirmados, dois foram registrados na Tailândia, um no Japão e um na Coreia do Sul.

Nesta terça, a rede de TV australiana ABC informou que um homem que viajou recentemente para a China estava em quarentena na sua residência na cidade de Brisbane com sintomas da doença.

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As autoridades de Saúde das Filipinas também anunciaram que aguardam os resultados da análise de amostras enviadas para um laboratório na Austrália. Elas são de uma criança de 5 anos de idade que chegou ao país vinda de Wuhan. Ele apresenta sintomas da doença.

Até então, segundo a OMS, a hipótese mais provável para o surto da doença era a de contágio através do contato com animais. A evidência de transmissão de humano para humano era considerada “limitada”. Pouco tempo depois, o governo chinês divulgou que dois casos na província de Guangdong foram confirmados como transmissão de humano para humano.

Acredita-se que o surto da doença teve como origem um mercado de peixes no centro de Wuhan. O estabelecimento está fechado desde primeiro de janeiro, mas novos casos continuam a surgir e a se espalhar pela China. As autoridades relataram que também identificaram pacientes sem histórico de contato com o mercado. Além dos casos confirmados, há 922 pessoas em observação. Estimativas apontam que podem o número de contaminados pode passar de 1.700.

Para tentar conter a situação, o governo chinês abriu um comitê de crise e está enviando instruções, equipamentos para hospitais e funcionários para as províncias atingidas para supervisionar a operação de contenção.

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A pneumonia misteriosa causa temor e traz lembranças de outra epidemia na Ásia, em 2002, quando 800 pessoas morreram e outras milhares foram contaminadas devido ao vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). Apesar das críticas de encobertamento na última ocasião, o editorial do jornal Global Times, que é dirigido pelo governo, disse que “no início da epidemia de Sars, houve um encobertamento e demora em dar satisfações. Isso nunca mais deverá ser repetido na China”.

(Com AFP)

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