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Nove morreram em confrontos nas últimas horas no Cairo

Islamitas prometem continuar protestando até restituição de Mohamed Mursi

Por Da Redação
23 jul 2013, 09h55

Ao menos nove pessoas morreram e 86 ficaram feridas em confrontos que ocorreram durante protestos favoráveis ao presidente deposto Mohamed Mursi de ontem até a manhã desta terça-feira no Cairo, confirmou o Ministério da Saúde do Egito. Segundo o porta-voz do ministério, Khaled Khatib, o maior número de vítimas foi registrado nas imediações da Praça Renascimento, onde seis pessoas morreram e 33 ficaram feridas.

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Entenda o caso

  1. • Na onda das revoltas árabes, egípcios iniciaram, em janeiro de 2011, uma série de protestos exigindo a saída do ditador Hosni Mubarak, há trinta anos no poder. Ele renunciou no dia 11 de fevereiro.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em confronto com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de ordenar os assassinatos.
  3. • Uma Junta Militar assumiu o poder logo após a queda do ditador e até a posse de Mohamed Mursi, eleito em junho de 2012.
  4. • Membro da organização radical islâmica Irmandade Muçulmana, Mursi ampliou os próprios poderes e acelerou a aprovação de uma Constituição de viés autoritário.
  5. • Opositores foram às ruas protestar contra o governo e pedir a renúncia de Mursi, que não conseguiu trazer estabilidade ao país nem resolver a grave crise econômica.
  6. • O Exército derrubou o presidente no dia 3 de julho, e anunciou a formação de um governo de transição.

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A Irmandade Muçulmana anunciou anteriormente que cinco partidários de Mursi morreram na praça durante um ataque policial. No entanto, uma fonte do serviço de segurança disse que nesse local só ocorreram choques entre os manifestantes islamitas e moradores do bairro.

Khatib afirmou que as outras mortes aconteceram na segunda-feira em confrontos durante manifestações dos seguidores de Mursi perto da Praça Tahrir e em Qaliub, ao norte da capital, onde 44 pessoas ficaram feridas.

Nesta terça, os conflitos começaram antes do amanhecer perto de um protesto da Irmandade Muçulmana na Universidade do Cairo, onde partidários do presidente deposto estão acampados desde que o Exército depôs o político islâmico em 3 de julho, após protestos contra o governo.

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Islamitas – A Irmandade Muçulmana, grupo de Mursi, descreveu o incidente como um ataque a manifestantes pacíficos. Fontes policiais disseram que centenas de partidários de Mursi entraram em confronto com moradores locais, vendedores ambulantes e outras pessoas perto do acampamento. A Irmandade disse em seu site que sete “mártires” haviam sido mortos durante a noite em dois ataques separados contra partidários de Mursi, um na Universidade do Cairo e outro em uma passeata perto de um acampamento maior, no norte da cidade.

Cerca de 100 pessoas já morreram em confrontos desde que o Exército depôs Mursi e o substituiu com uma administração interina liderada por Adly Mansour, presidente do tribunal constitucional. A Irmandade Muçulmana, que acusa o Exército de orquestrar um golpe, promete manter os acampamentos até que Mursi – que está detido pelo Exército em um local desconhecido desde sua deposição – seja reempossado.

(Com agências EFE e Reuters)

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