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Mursi marca referendo sobre nova Constituição egípcia

Egípcios votarão projeto constitucional que divide o país em 15 de dezembro

Por Da Redação
1 dez 2012, 18h17

O presidente egípcio, Mohamed Mursi, pediu neste sábado um referendo sobre uma minuta para uma nova Constituição em 15 de dezembro. O anúncio aconteceu depois que pelo menos 200.000 islamitas se manifestaram a favor do presidente neste sábado, como uma resposta à fúria da oposição com seus poderes recém-expandidos.

“Hoje emitirei uma decisão para convocar todo o povo a um referendo sobre este projeto de Constituição e convoco todos os egípcios para sábado, no próximo dia 15 de dezembro”, disse Mursi em discurso perante os membros da Assembleia Constituinte no Centro de Convenções do Cairo, afirmou.

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Mursi pediu aos cidadãos que olhem ‘com objetividade’ a minuta constitucional e lhes solicitou que votem de acordo com sua consciência pelo bem do país e para cumprir as aspirações de ‘liberdade, democracia, justiça social verdadeira e estabilidade’. Para ele, a nova Carta Magna ‘ressalta a soberania do povo, os direitos e a dignidade de todos os egípcios, iguala os direitos de todos os cidadãos sem discriminação por crença ou raça e reduz os poderes do presidente, já que não pode dissolver o Parlamento’.

A Assembleia Constituinte, dominada pelos islamitas, aprovou na sexta-feira o projeto de Carta Magna, apesar do boicote dos grupos laicos que se queixam do predomínio da Irmandade Muçulmana e dos salafistas nesse organismo.

Após receber o projeto final da constituição da assembleia dominada por islamistas, Mursi pediu um diálogo nacional em meio ao fim da transição do regime de Hosni Mubarak. “Renovo meu pedido para a abertura de um diálogo nacional sério sobre as preocupações da nação, com toda a honestidade e imparcialidade, para por fim ao período de transição o mais rápido possível, de um modo que garanta a democracia recém-nascida”, disse.

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Crise – Mursi mergulhou o Egito em uma nova crise na semana passada, quando deu a si mesmo poderes ampliados e colocou suas decisões além do alcance judicial, dizendo que esta era uma medida temporária para acelerar a transição democrática do Egito até que uma nova constituição entre em vigor.

Sua declaração de autoridade em um decreto emitido em 22 de novembro, um dia depois de ser louvado mundialmente por intermediar uma trégua em Gaza entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, consternou seus adversários e aumentou as divisões entre os 83 milhões de egípcios.

(Com agências EFE e Reuters)

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