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Merkel deve ser reeleita, mas poderá comandar nova coalizão

Perda de votos do Partido Liberal abre espaço para reedição de coalizão com sociais-democratas

Por Da Redação
21 set 2013, 08h14

Se as expectativas para as eleições parlamentares deste domingo se confirmarem, a chanceler alemã Angela Merkel será reeleita, consolidando sua posição de única líder europeia a ter sobrevivido à crise de 2008 e seus efeitos posteriores. Mais do que isso, ela hoje comanda a Europa. À primeira vista, a campanha eleitoral na Alemanha pode parecer estranha: há quase uma completa ausência de grandes temas – como o papel de liderança do país na Europa e no mundo. A própria Merkel – cujo partido, União Democrata-Cristã (CDU, na sigla original) tem 40% das intenções de voto – quase não falou de política doméstica, europeia e externa tendo como foco a confiança. “Sua mensagem é que a Alemanha está prosperando, o desemprego está no mais baixo nível dos últimos vinte anos e ela lidou bem com a crise do euro – então, não é hora para mudança”, escreveu a revista britânica The Economist em um editorial defendendo a reeleição da chanceler (leia a íntegra, em inglês).

A publicação aponta várias falhas no governo Merkel, com destaque para a falta de reformas estruturais, mas afirma que há razões para acreditar que ela deve passar a propor reformas nos planos interno e externo em seu novo mandato. Um dos motivos para essa expectativa é que ela já mostrou uma tendência para mudanças. “Em 2005 ela colocou em andamento algumas ideias arrojadas para reformas e corte de impostos”, lembra a Economist. Em 2009, no entanto, a crise esmagou seu entusiasmo. As condições podem voltar a ser favoráveis no terceiro mandato. “Com um olho em seu legado, Merkel pode pressionar mais para tornar as economias europeias mais competitivas”.

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Coalizão – A revista também se disse favorável à manutenção da atual coalizão de governo. Mas as previsões indicam que este quesito é o que vai exigir uma mudança imediata. “Espera-se que Angela Merkel siga no poder, mas com quem vai governar?”, estampou em uma de suas edições nesta semana o influente jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

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Seu atual parceiro, o FDP (Partido Liberal), uma agremiação apoiada pelo empresariado do país, vem encolhendo nos últimos anos e corre o risco de não conseguir os 5% mínimos para entrar no Bundestag, o parlamento alemão. Uma maioria governista é formada a partir de 45,5% dos votos, e, como raramente um partido consegue alcançar esse patamar, os governos alemães acadam sendo formados por meio de coalizões.

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Em 2009, o FDP conseguiu 14,6% dos votos, mas desta vez pesquisas o mostram no limite do mínimo necessário. A sangria de votos do FDP pode levar Merkel a ter que se voltar justamente para o Partido Social-Democrata (SPD) no plano nacional, e voltar a formar uma chamada Grosse Koalition – como os alemães chamam as coalizações entre os grandes partidos do país – como a que existiu entre 2005 e 2009. Neste período, o social-democrata Peer Steinbrück foi ministro das Finanças de Merkel. Agora ele aparece como o principal adversário da chanceler, distante nas pesquisas, porém com chances cada vez mais reais de fazer parte de uma reeditada coalizão CDU-SPD.

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Apesar de as sondagens apontarem um cenário praticamente definido para as eleições deste domingo, ainda há espaço para a novidade. Como por exemplo, saber qual será o resultado obtido pelo Alternativa para a Alemanha (AfD), fundado em fevereiro deste ano. A legenda defende a saída da Alemanha da zona do euro e a restauração do marco alemão e é firmemente contra pacotes de ajuda para os vizinhos. Seja qual for a porcentagem de votos alcançada pelo estreante, os partidos maiores já descartaram qualquer coalizão que conte com o AfD.

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