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McCain critica comentários de Trump sobre soldado muçulmano

Ao contrário de Trump, o senador John McCain, também veterano de guerra, elogiou a família do militar muçulmano morto no Iraque

Por Da redação Atualizado em 1 ago 2016, 16h42 - Publicado em 1 ago 2016, 16h27

O senador republicano John McCain repreendeu o candidato à Presidência por seu partido, Donald Trump, pelos comentários negativos dirigidos à família de um soldado muçulmano dos Estados Unidos morto no Iraque. “É hora de Donald Trump dar o exemplo ao nosso país e ao Partido Republicano”, declarou o senador do Arizona, em comunicado divulgado nesta segunda-feira.

“Não posso enfatizar o suficiente quão profundamente discordo da declaração do Sr. Trump. Espero que os americanos entendem que suas observações não representam as opiniões do nosso Partido Republicano, seus funcionários ou candidatos”, escreveu McCain. Trump se envolveu em uma troca de acusações na última quinta-feira ao rebater o discurso de Kizr Khan, pai do soldado, durante a Convenção Nacional Democrata. Com sua esposa ao lado, o pai do soldado proferiu uma das falas mais aclamadas da noite, ao confrontar as declarações anti-muçulmanas e contra os imigrantes de Trump.

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“Eu queria dizer ao senhor e à senhora Khan: obrigado por terem imigrado aos Estados Unidos. Somos um país melhor graças a vocês”, afirmou o senador McCain, também herói da guerra do Vietnã, onde foi prisioneiro. “Vocês têm razão, seu filho era o que os Estados Unidos têm de melhor e a memória de seu sacrifício fará de nós uma nação melhor”, declarou. Trump também fez piadas com o senador no passado, quando disse que ele “não foi um herói de guerra”, já que foi capturado.

O candidato republicano vem trocando acusações com a família Khan desde o discurso e recebeu críticas dentro e fora de seu partido. Em entrevista à rede ABC, Trump afirmou que “também fez sacrifícios” pelo país e comentou que a mãe do soldado “não tinha nada a dizer porque talvez não tenham permitido que ela dissesse nada”. Em resposta, a mulher publicou uma coluna no jornal The Washington Post, em que escreveu que não estava em condições emocionais de falar.

(Com AFP)

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