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Mancha de óleo se aproxima da costa dos Estados Unidos

Por Da Redação
2 Maio 2010, 17h26

Empurrada pelos ventos, uma enorme mancha de óleo se acercou da costa americana neste domingo, ameaçando se tornar uma catástrofe ambiental. O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão para que a petrolífera britânica British Petroleum (BP) interrompa o vazamento de seu poço rompido no Golfo do México.

Desde a explosão e do afundamento da plataforma Deepwater Horizon na semana passada, instaurou-se uma situação desastrosa, com centenas de milhares de galões de petróleo bruto vazando sem contenção no Golfo e se movendo em direção norte rumo aos Estados Unidos.

O litoral da Louisiana à Flórida está ameaçado pela mancha de óleo, que se estima esteja cobrindo uma área de 208 por 112 quilômetros e que ainda está aumentando. Muitas das comunidades que estão no caminho da mancha são as mesmas que foram devastadas pelo furacão Katrina em 2005.

No sábado, a extremidade avançada da mancha envolveu a pequena comunidade pesqueira de Venice, a 121 quilômetros a sudeste de Nova Orleans. Autoridades dizem que dentro de três ou quatro dias as costas do Mississippi e Alabama podem estar em risco.

O presidente americano, Barack Obama, buscando desviar as críticas de que seu governo reagiu com lentidão ao que parece ser o maior vazamento de óleo da história no país, foi à Louisiana neste domingo.

O incidente pode acabar rivalizando com o desastre do Exxon Valdez no Alasca em 1989, o pior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos.

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Esforços desesperados acima e abaixo da superfície do oceano – usando barcos, aviões e até um veículo robô de mergulho – para interromper o vazamento e dispersar e conter a mancha crescente foram severamente prejudicados pelos ventos fortes e o mar agitado.

Após sublinhar a cooperação com a BP no início, autoridades do governo deixaram clara nos últimos dias sua frustração com a companhia sediada em Londres, exortando-a a fazer mais para selar o poço e cortar o fluxo de petróleo.

“Nosso trabalho basicamente é segurar a faca no pescoço da British Petroleum para que eles assumam as responsabilidades que têm tanto diante da lei quanto em contrato para se mexer e deter o vazamento”, disse o secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar, ao programa State of the Union, da CNN.

Mas funcionários da BP, que encara bilhões de dólares de gastos com limpeza e ações, disseram que lacrar o poço a 1.600 metros de profundidade é uma operação de grande complexidade que pode levar semanas e até meses, e não dias.

As autoridades norte-americanas reconheceram no sábado que é “inevitável” que o óleo do vazamento descontrolado no Golfo do México chegue ao litoral dos Estados Unidos, provavelmente começando pelo estado da Louisiana.

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“Há óleo suficiente lá fora para que seja lógico pensar que vai atingir o litoral. É apenas uma questão de onde e quando”, disse o oficial da Guarda Costeira americana Thad Allen. “É a Mãe Natureza quem vota neste tipo de coisa.”

Importantes rotas de transporte marítimo, áreas pesqueiras, refúgios nacionais de fauna silvestre e praias populares estão no caminho da sopa de petróleo. Até agora os corredores marítimos vitais que levam ao rio Mississippi e aos enormes portos da Costa do Golfo não foram afetados, disseram autoridades.

A região litorânea do Golfo do México e suas áreas pantanosas abrigam centenas de espécies de fauna silvestre, incluindo peixes-bois, tartarugas marinhas, golfinhos, toninhas, baleias, lontras, pelicanos e outras aves.

O Golfo é também uma das áreas pesqueiras mais férteis do mundo, repleta de camarões, ostras, mexilhões, caranguejos e peixes. Sua indústria pesqueira movimenta 1,8 bilhão de dólares e perde apenas para a do Alasca.

(Com agência Reuters)

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