Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Macron levará incêndio na Amazônia ao G7: ‘Nossa casa está queimando’

Bolsonaro nega ser 'capitão Nero', culpa a imprensa, diz haver 'psicose ambiental' e defende a exploração econômica da floresta

Por Da Redação
Atualizado em 22 ago 2019, 21h15 - Publicado em 22 ago 2019, 18h55

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou nesta quinta-feira, 22, que levará a questão dos incêndios na região amazônica à reunião de cúpula do G7 em Biarritz, no final desta semana. Em mensagem publicada no Twitter, o líder francês alegou que “nossa casa está queimando”.

“Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica – o pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta – está queimando. Esta é uma crise internacional. Os membros do G7 discutirão essa emergência de primeira ordem em dois dias!”, escreveu Macron. O líder da França não errou ao mencionar a Amazônia como casa também dos franceses. O território ultramarinho Guiana Francesa faz fronteira com o estado do Amapá, no norte do Brasil, e é inegavelmente amazônico.

A decisão de Macron, que já se mostrara preocupado com o desmatamento da floresta, foi tomada depois de duas semanas de queimadas constantes na Amazônia. Combinados com as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o desenvolvimento de setores agressivos na região à custa do desmatamento, os incêndios têm tido ampla repercussão internacional. Mas, para ilustrar sua mensagem no Twitter, Macron cometeu um deslize: valeu-se de uma foto da floresta em chamas datada de 2013, como foi apurado pelo jornal francês Le Monde.

Continua após a publicidade

Capitão Nero

A revista britânica The Economist classificou Bolsonaro como “o chefe de Estado mais perigoso em termos ambientais do mundo”. Nesta quinta-feira, em tom desafiador, Bolsonaro afirmou não ser o “capitão Nero”, em uma referência ao imperador romano que o ordenou o incêndio de Roma, no ano 64. Nero culpou os cristãos. Bolsonaro, que insiste em culpar as organizações ambientalistas pelas queimadas na Amazônia, agregou a imprensa entre os responsáveis.

“Não estou defendendo as queimadas, porque sempre houve e sempre haverá, infelizmente acontece isso ao longo da vida da Amazônia”, declarou, ao deixar o Palácio da Alvorada. “Agora, me acusar como capitão Nero, tocando fogo lá, é uma irresponsabilidade, é fazer campanha contra o Brasil.”

Continua após a publicidade

Bolsonaro, que nega a mudança climática e defende que as reservas indígenas e as zonas protegidas da floresta sejam abertas a atividades agropecuárias e à mineração, voltou a criticar a “psicose ambiental” que obstruiria o desenvolvimento do país. “Essa psicose ambiental não deixa fazer nada. Eu não quero acabar com o meio ambiente. Eu quero é salvar o Brasil”, afirmou ainda, defendendo a mudança de orientações em relação às últimas décadas.

(Com AFP)

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.