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Junho mais quente da história: a onda de calor mundial em números

Mês foi o mais quente desde que registros globais de temperatura começaram, em 1850

Por Da Redação
20 jul 2023, 19h10

O mês de junho de 2023 foi o mais quente do planeta desde que registros globais de temperatura começaram, em 1850, afirmou nesta quinta-feira, 20, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos em sua atualização climática mensal. Junto a isso, o mês registrou diversos recordes de temperaturas máximas e, segundo especialistas, com o aumento das emissões de CO2, que prendem calor na atmosfera a cada ano, os verões continuam cada vez mais intensos e agora as temperaturas impressionantes fazem parte da nova realidade climática que milhões de pessoas em todo mundo enfrentam. 

Em algumas regiões do Oriente Médio, o índice de calor, indicador que mede o efeito da umidade relativa sobre a temperatura do ar, ficou acima dos 65ºC. Assim, com o calor intenso, o corpo humano precisa lutar para se refrescar do suor, podendo levar a um superaquecimento letal.

“Sabemos que essas temperaturas extremas estão matando pessoas agora”, observou o pesquisador climático Cascade Tuholske ao jornal americano Washington Post .

Por si só as temperaturas regionais têm sido bastante alarmantes. No Iraque, por exemplo, a temperatura ficou acima de 43ºC desde 24 de junho. Já na capital da Tunísia, em Tunes, as temperaturas ficaram acima de 48 ºC. Além disso, diversos muçulmanos em peregrinação na Árabia Saudita precisaram suportar dias com mais de 43ºC.

+ Segunda onda de calor em duas semanas causa incêndios na Europa

Nos Estados Unidos, em especial no Death Valley, parque nacional californiano do deserto de Mojave que registra frequentemente as temperaturas mais altas do planeta, a temperatura chegou a quase 54ºC. Neste domingo 16, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA constatou que o Vale da Morte registrou 53 ºC.

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Apesar das temperaturas extremas, o local reúne diversos turistas que se arriscam a experimentar um calor brutal. Em Las Vegas, a leste do Death Valley, os residentes vivem dias regulares de 43ºC. 

Já em Phoenix, no Arizona, os moradores encararam 20 dias consecutivos de calor acima de 43ºC, quebrando um recorde estabelecido em 1974 de 19 dias seguidos acima de 40ºC. Com as previsões meteorológicas que são feitas, espera-se que a cidade quebre novamente o recorde recém estabelecido. 

Ainda no Arizona, na cidade de Maricopa, o clima afeta as famílias mais vulneráveis. Na primeira semana de julho, de acordo com o Departamento de Saúde Pública do condado de Maricopa, 12 pessoas morreram devido às extremas temperaturas – com mais de 55 mortes suspeitas de terem sido causadas pelo calor. Há 10 dias que a cidade registra  uma temperatura média de 32ºC.

+ Onda de calor cresce e meteorogistas dos EUA alertam: ‘sem precedentes’

Graças a uma cúpula de calor estacionada em grande parte do sul e do sudoeste, milhões de americanos enfrentam verões ainda mais quentes do que o normal. Nos próximos dias, espera-se que essa cúpula de calor se desloque, levando a temperaturas intensas nas planícies do norte e no centro-oeste .

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No Golfo do México, a região tem estado opressivamente quente. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, as temperaturas do oceano no Golfo do México chegaram a 35 ºC esta semana.  Em geral, as temperaturas ficaram cerca de cinco graus acima da média, no entanto, elas só atingem o pico até setembro. Além disso, os cientistas também se preocuparam com a saúde dos corais do Golfo e as ameaças de furacões se movendo sobre a água. De um modo geral, com as temperaturas da água mais quentes, o furacão viaja mais lentamente, o que cria mais tempo para que ele fique mais forte antes de atingir a costa.

Após enfrentar uma onda de calor sem precedentes no início de abril, a China lidou com níveis extremos de calor em junho: Pequim registrou 40ºC por dois dias consecutivos, algo que nunca tinha acontecido. Na pequena cidade chinesa de Sanbao, localizada no noroeste, o recorde nacional de temperatura foi quebrado, com a região registrando neste domingo 52 ºC.

A Itália também está sofrendo com as altas temperaturas. Afetada pelo sistema de alta pressão que traz ar quente do norte da África para o sul da Europa, o país passa por uma extrema onda de calor com 23 cidades podendo atingir temperaturas de 45ºC. No sul, alguns trabalhadores ameaçam fazer greve no sul do país, principalmente em Sardenha e Sicília, duas regiões que enfrentam o pior calor durante a temporada turística. 

Na região que circunda Roma foi registrado 38ºC nesta quarta-feira, 19. Além disso, as emergências médicas no local aumentaram em 20% em relação ao ano passado, quando uma onda de calor matou cerca de 61 mil pessoas no continente. 

A Grécia também não escapou do calor escaldante, que experimentou incêndios devastadores em áreas muito mais populosas no mês passado. Atualmente, os incêndios ocorrem a cerca de 50 quilômetros de Atenas e se movem rapidamente por meio de florestas secas de pinheiros, obrigando milhares de pessoas a fugirem de suas casas. 

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Além disso, devido às extremas temperaturas, a Acrópole precisou fechar durante a tarde neste final de semana. A cidade registrou temperaturas acima de 40 ºC, o que tornou o topo do monumento inseguro para visitantes. Segundo a Agência Espacial Europeia, a onda de calor na Europa vai durar pelo menos até o final de julho .

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